A declaração foi feita a jornalistas durante evento da empresa de mídia TMC (Transamerica Media Company) . A reportagem do UOL afirmou que houve falha no sistema de monitoramento da prefeitura que usa câmeras e reconhecimento facial para auxiliar a segurança pública.
Segundo o UOL , os dados estavam em repositório público e incluíam 181 logins e senhas de usuários autorizados do sistema, além de informações de mais de 6.000 agentes de segurança e instruções para reproduzir o Smart Sampa em qualquer computador ou telefone celular.
A exposição teria atingido mais de 58.000 câmeras na capital paulista, permitindo o acesso a informações de milhões de pessoas por cerca de 11 meses.
Nunes afirmou que não houve uso dessas informações. “ O sistema é absolutamente seguro. A gente não tem nenhuma ocorrência de utilização indevida do sistema ”, disse.
Segundo o prefeito, o responsável pelo incidente é um GCM concursado admitido em 2023 que trabalhava no setor e mantinha senhas armazenadas em uma plataforma.
Nunes disse que o caso já estava sob monitoramento da prefeitura antes de se tornar público. Afirmou que sua gestão havia criado uma espécie de isca para detectar eventuais acessos não autorizados.
O prefeito comparou o episódio ao compartilhamento voluntário de uma senha pessoal. “ Uma coisa é alguém conseguir criar uma senha para entrar no seu celular. Outra coisa é você me dar a sua senha, que foi o que aconteceu ali ”, afirmou.
Lançado em 2024, o programa utiliza inteligência artificial para comparar imagens captadas pelas câmeras com bases oficiais de pessoas procuradas pela Justiça e desaparecidas. Segundo o balanço divulgado pela Prefeitura, o sistema contribuiu para a captura de 3.628 foragidos e a localização de 284 pessoas desaparecidas.
O Smart Sampa passou a ser citado também na campanha presidencial. Nunes afirmou em 13 de outubro que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, pretende criar um sistema semelhante em âmbito nacional, batizado de Smart Brasil , com 2 milhões de câmeras.

