Os recursos obtidos serão utilizados para apoiar o negócio de gestão de ativos da Prudential, especialmente suas operações em investimentos alternativos privados, além de seu negócio de seguros coletivos e de investimentos em mercados selecionados de previdência na Europa, afirmou o diretor-presidente Andrew Sullivan em entrevista na terça-feira.
“Estamos trabalhando ativamente em aquisições nessas três áreas para tornar a companhia mais focada”, disse Sullivan.
A Prudential vem reduzindo sua presença geográfica e realocando recursos para negócios menos dependentes de capital, como forma de impulsionar seus resultados. Em uma atualização estratégica divulgada no início deste ano, Sullivan havia estabelecido inicialmente a meta de levantar mais de US$ 3 bilhões com essas alienações.
Após anunciar a venda de participações em joint ventures na Indonésia, na África do Sul e no Quênia, a Prudential já se retirou de aproximadamente 60% dos mercados emergentes dos quais pretende sair, segundo Sullivan. Índia, Gana e China ainda estão na lista.
Para a CNP, a operação ajudará a seguradora francesa de vida a ampliar sua presença na América Latina, diversificando seus canais de distribuição e sua oferta de seguros no Brasil, seu segundo maior mercado, além de ingressar no México.
No Brasil, a CNP conquistou historicamente espaço por meio de uma parceria com a Caixa Econômica Federal, instituição financeira controlada pelo governo e uma das maiores do país em volume de ativos. Inicialmente, a parceria abrangia todos os seguros comercializados por meio da Caixa, mas seu escopo foi limitado, em 2021, aos seguros de vida, à previdência e aos planos de capitalização comercializados em parcelas, levando a CNP a buscar novos canais de distribuição.
O negócio “representa um grande avanço em nosso desenvolvimento na América Latina”, afirmou a diretora-presidente da CNP Assurances, Marie-Aude Thépaut, em comunicado separado. “Ficamos particularmente impressionados com as capacidades dessas operações.”
No Brasil, “estamos fortalecendo nossa posição em um país estratégico para o grupo, ao mesmo tempo que expandimos nossa atuação para o México, outro mercado com significativo potencial de crescimento”, disse Thépaut.
A CNP, subsidiária do grupo estatal francês La Banque Postale, também está avaliando separadamente uma possível aquisição da seguradora de crédito francesa Coface SA, informou a Bloomberg News no mês passado.
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