A mudança faz parte da unificação do calendário de pagamentos para moradores de cidades com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal. A unificação também será adotada em novembro e dezembro.

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A medida tem vigência inicial de dois meses. Se a situação de emergência ou calamidade pública continuar após esse período, a gestão municipal poderá solicitar a renovação por igual prazo, desde que cumpra os procedimentos previstos.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a liberação antecipada atende famílias de 225 municípios brasileiros e alcança cerca de 733 mil famílias neste mês.

Normalmente, o Bolsa Família é pago de forma escalonada, conforme o último dígito do NIS de cada beneficiário. Com a unificação, as famílias que vivem nos municípios contemplados podem movimentar o dinheiro sem precisar aguardar a data correspondente ao número do cadastro.

Para os demais beneficiários, o calendário de outubro segue a seguinte programação:

19 de outubro: NIS com final 1;

20 de outubro: NIS com final 2;

21 de outubro: NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Por que o governo antecipou os pagamentos?

De acordo com o MDS, a mudança busca ajudar as famílias de baixa renda a enfrentar os efeitos previstos do super El Niño, fenômeno climático que pode agravar eventos extremos em diferentes regiões do país.

Análises do ministério apontaram que o governo federal reconheceu 518 situações de emergência ou estado de calamidade pública em agosto e setembro de 2026, mais que o dobro das 253 registradas no mesmo período de 2025.

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O aumento foi influenciado principalmente por tempestades no Sul do país. No mesmo período, os reconhecimentos relacionados à estiagem e à seca também cresceram, passando de 172 para 239.

Para o último trimestre do ano, a previsão citada pelo governo indica menos chuva que a média histórica em grande parte da Região Norte, além de áreas do Nordeste e do Centro-Oeste. Já no Sul e em partes do Sudeste e do Nordeste, a expectativa é de mais chuva, o que pode elevar o risco de enchentes.

Segundo o ministério, a antecipação busca permitir que as famílias tenham acesso aos recursos mais cedo para lidar com possíveis dificuldades provocadas por secas, falta de água, enchentes e interrupções no abastecimento.