A nota é uma reação a uma postagem de Milei nas redes sociais, em que o argentino comenta um trecho de uma entrevista de Lula e diz esperar que "a última artimanha suja da campanha" do petista "não envolva roubar a eleição".

Para o Itamaraty, a postura de Milei é antidemocrática e incompatível com o comportamento esperado de um líder de país vizinho e amigo.

"A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, e sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25", pontua o comunicado do Itamaraty.

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Segundo a pasta, o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades e teve a sua lisura confirmada por observadores internacionais de diversas partes do mundo logo no primeiro turno das eleições.

As novas críticas de Milei ocorrem a poucos dias do segundo turno das eleições brasileiras e são mais um atrito diplomático entre os países.

Direitista, o presidente da Argentina é apoiador de Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto.

Os presidentes Javier Milei e Lula

A crise diplomática entre Brasil e Argentina foi motivada pelo rebaixamento das relações bilaterais determinado pelo governo brasileiro, em resposta aos frequentes ataques verbais do presidente Javier Milei ao presidente Lula.

Como sinal de forte descontentamento, o embaixador brasileiro na Argentina foi chamado para consultas em Brasília, medida que o Itamaraty manteve até que cessem as ofensas consideradas inéditas e grosseiras.

Do lado argentino, após divergências iniciais sobre a condução institucional do atrito, o chanceler Pablo Quirno manifestou publicamente a expectativa de que a transformação ideológica regional também alcance o Brasil. Desde então, não houve avanços ou iniciativas de reaproximação entre os dois países.