A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia contra Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como "W.T.", e outros nove investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa e praticar lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19) pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

A denúncia foi recebida contra:

Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como "W.T.";

Emerson Ferreira Lima, o "Gordão" ou "GD";

Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como "Soldado";

Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima;

Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de Paulo Witer Farias Paelo;

Dayane Karol Moreira da Silva;

Brunno Passos da Silva, conhecido como "Brunninho";

Ygor Henrique da Silva Martins;

Anderson Alves de Sousa;

Allan Xavier da Silva.

Ao g1, a defesa de Paulo Witer informou que não gostaria de se manifestar sobre a decisão. A reportagem tenta localizar a defesa dos demais citados.

Na mesma decisão, o juiz aprovou o arquivamento das investigações contra outros sete suspeitos, a pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Também revogou a prisão preventiva de Aldemir de Assis Campos, em razão do arquivamento das apurações contra ele.

O recebimento da denúncia dá início à ação penal, na qual as acusações serão analisadas pela Justiça. A decisão não significa que os investigados foram condenados.

A decisão estabeleceu prazo de cinco dias para que a autoridade policial encaminhe ao juízo cópias das mídias e dos relatórios produzidos durante a investigação, especialmente os relacionados à extração de dados de celulares.

O juiz também determinou o envio de outros documentos solicitados pelo Ministério Público e a realização das perícias e extrações pendentes relacionadas aos acusados e aos fatos investigados.

Relembre a Operação Replay

Esposa de investigado por esquema de lavagem de dinheiro é presa ao desembarcar em MT

A ação é um desdobramento da Operação Replay, deflagrada em julho de 2026 para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligadas ao núcleo financeiro do Comando Vermelho em Mato Grosso. A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil.

Na ocasião, a operação teve como alvo 15 pessoas, com cumprimento de mandados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro. "W.T" estava entre os investigados e é apontado pela Polícia Civil como suposto tesoureiro da facção.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil à época, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 38 milhões em bens e ativos financeiros ligados ao grupo. A investigação apura suspeitas de movimentação financeira e ocultação de patrimônio.

Esposa de investigado por esquema de lavagem de dinheiro é presa ao desembarcar de viagem da França

Advogada e 2 jogadores de futebol são presos em operação contra núcleo financeiro do Comando Vermelho

Operação prende 20 pessoas suspeitas de envolvimento na lavagem de mais de R$ 65 milhões