Em setembro, cada inadimplente devia, em média, R$ 5.240,29. Cada devedor tinha dívidas com cerca de 2,36 empresas credoras.
Quase 3 em cada 10 consumidores (28,69%) tinham débitos de valor de até R$ 500. Esse percentual chega a 40,75% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000.
O crescimento do indicador se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 4 a 5 anos (34,48%).
A maior concentração de devedores está na faixa de 30 a 39 anos (23,35%), somando 18,06 milhões de pessoas. Isso significa que mais da metade (53,30%) da população nesta faixa etária está negativada.
A participação dos devedores por sexo segue bem distribuída, sendo 51,38% mulheres e 48,62% homens.
Observando os resultados por região, o Sul apresentou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 9,75%, seguido pelo Centro‐Oeste (7,74%), Norte (7,25%), Sudeste (5,60%) e Nordeste (4,58%).
“O cenário de juros elevados encarece o crédito, compromete uma parcela maior da renda com o pagamento de dívidas e reduz a capacidade de reorganização financeira das famílias. Mesmo quando consegue negociar um débito, o consumidor continua pressionado pelas despesas do dia a dia e pelo peso de outros compromissos financeiros, o que aumenta o risco de novos atrasos e torna a saída da inadimplência um desafio cada vez mais complexo” , disse o presidente da CNDL, José César da Costa.

