O Google Chrome lançou um novo alerta para sites suspeitos, exibindo um aviso de “não parece certo” em vez da tradicional tela vermelha para sites perigosos.

O navegador agora usa modelos do Gemini executados na nuvem para analisar possíveis golpes e proteger contra ataques do tipo ClickFix.

A atualização distingue sites suspeitos de páginas perigosas, ajudando os usuários a avaliar os riscos antes de acessá-las.

O Google anunciou nesta terça-feira (20/10) uma nova camada de alerta no Chrome para páginas suspeitas. Em vez de exibir a tradicional tela vermelha usada para sites classificados como perigosos, o navegador poderá mostrar primeiro um pop-u p com o aviso de que aquela página “não parece certa”.

A mudança estará disponível para usuários do modo de Proteção Avançada do Safe Browsing. Segundo o Google, o Chrome também usará modelos do Gemini executados na nuvem para analisar possíveis golpes oe ganhou uma proteção específica contra ataques do tipo ClickFix.

As ferramentas fazem parte do modo Proteção Avançada do Safe Browsing . A configuração pode ser ativada nas opções de privacidade e segurança do Chrome, permitindo ao navegador enviar informações ao Google para verificar páginas, downloads e extensões.

Chrome passa a diferenciar sites suspeitos e perigosos

Pop-up no Chrome avisando site potencialmente inseguro (imagem: reprodução/Google)

A nova classificação segue a lógica adotada pelo Google em downloads de arquivos há dois anos. Páginas com indícios de comportamento enganoso, mas que ainda não receberam classificação de página maliciosa, passam a receber o rótulo de site suspeito.

Nesse caso, o Chrome escurece a página e exibe uma janela com a mensagem “Este site não parece certo”. O usuário pode voltar ou seguir em frente. Já os sites perigosos continuam sendo bloqueados através de uma tela cheia vermelha. A classificação é usada para páginas de maior risco, incluindo as associadas a golpes de phishing , por exemplo.

Tela vermelha de bloqueio no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Segundo Jasika Bawa, gerente de produto do Chrome, a mudança permite diferenciar páginas para as quais o sistema ainda não atribui o mesmo nível de confiança. Dessa forma, o Google amplia os avisos sem bloquear completamente a navegação em todos os casos considerados duvidosos.

Gemini agora analisa páginas na nuvem

O Chrome também está ampliando o uso do Gemini para identificar golpes durante a navegação. No ano passado, o Google introduziu um modelo executado localmente em aparelhos compatíveis para detectar páginas que simulavam serviços de suporte técnico.

Agora, parte da análise poderá ser realizada pelos servidores da empresa. A mudança, segundo o Google, permite detectar outros tipos de fraude, incluindo páginas que simulam alertas de antivírus e atualizações falsas do próprio navegador.

O sistema analisa elementos como a marca que a página afirma representar, o conteúdo exibido e sinais de risco, combinando-os a informações como a reputação do endereço. De acordo com o Google, o processamento é temporário: os textos não são mantidos em registros nem são usados no treinamento de modelos de IA.

Chrome usa o Gemini para identificar conteúdo perigoso (imagem: reprodução/Google)

Outra novidade é a identificação de prompts usados em ataques conhecidos como ClickFix. Neles, o usuário é instruído a copiar comandos para ferramentas como PowerShell ou o Prompt de Comando do Windows em que malwares podem ser baixados.

Segundo o Google, o navegador remove informações pessoais da área de transferência antes de consultar o Safe Browsing e, caso detecte risco, exibe um alerta antes que o comando seja utilizado.

Google Chrome vai exibir novo alerta para sites suspeitos