O Estudiantes não pôde escalar Marcos Rojo, sua contratação de emergência para o jogo de ida da semifinal da Libertadores, no 0 a 0 com o Flamengo na Argentina. Mas ainda tem esperanças de contar com o experiente zagueiro de 36 anos no duelo desta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília) no Maracanã, valendo vaga na grande decisão continental.
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O clube argentino recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), que é o tribunal da Fifa, após a Conmebol não aceitar a inscrição, e aguarda uma resposta. Em entrevista coletiva nesta terça, o técnico Alexander "Cacique" Medina não jogou a toalha pelo reforço e disse já ter um plano montado com ou sem o jogador de duas Copas do Mundo, que estreou pela equipe no último domingo, na derrota do time reserva por 2 a 1 para o San Lorenzo:
Marcos Rojo em ação pelo Estudiantes
— Bom, a habilitação do Marcos sim é uma incerteza que vamos ter até amanhã, pelo que me falaram. Esperamos que seja o quanto antes para sabermos com antecedência com qual jogador vamos contar, e se vamos contar com o Marcos ou não. Seria o ideal. Mas entendo que vai ser amanhã. Isso não é de agora, já tivemos isso na semana passada, até horas antes do jogo também tínhamos essa incerteza. Mas já temos o plano montado e o nome de quem vai jogar caso o Marcos esteja ou não, então não vai nos pegar de surpresa. Já temos o plano definido para fazer um grande jogo.
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Rojo estava no Racing e teve uma transferência conturbada, rompendo relações com o presidente Diego Milito. Apesar de seu contrato terminar em dezembro, o clube não queria liberá-lo para um rival. O Estudiantes, desesperado porque perdeu dois titulares da defesa (Pirez e Tomás Palacios), suspensos para o jogo de ida contra o Flamengo, pagou US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) para concluir a contratação. Além de assumir bônus de mais US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) se conseguir a classificação para a final e de US$ 450 mil (R$ 2,2 milhões) em caso de título.
Rival do Flamengo na Libertadores anuncia reforço com duas Copas do Mundo
Na entrevista, Cacique evitou falar do Flamengo e chegou a dizer que comentar a qualidade do elenco adversário é "perda de tempo". Ele preferiu enfatizar a força do Estudiantes por ser o "penetra" entre os brasileiros na semifinal e refutou o termo "glória ou morte" usado em uma pergunta da imprensa local:
— Glória ou morte não, isso não me soa bem, é um jogo de futebol. Nós jogamos muito como equipe, como instituição, porque temos que valorizar onde estamos. Não se chega todo dia a uma semifinal de Libertadores. Hoje em dia custa muito para os times que não são brasileiros chegarem a essa fase, e nós estamos assumindo a responsabilidade como tal, como marca a nossa história, como marca o nosso time e o nosso presente. Então, estamos curtindo também o momento, obviamente com a responsabilidade que nos cabe, para fazer com que o torcedor se sinta representado, como vem sendo até agora nesta Libertadores. E esse jogo não vai ser exceção. Acreditamos muito no nosso time.
Alexander Medina em entrevista coletiva no Estudiantes
O Flamengo ficou no 0 a 0 com o Estudiantes na Argentina e joga por uma vitória simples para avançar para a final. Novo empate leva a decisão para os pênaltis.
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