Ao todo, a partir de mandados judiciais emitidos durante a operação de prevenção e repressão à violência contra a mulher, foram realizadas:

49.129 prisões em flagrante;

8.661 por mandados judiciais.

Plataformas vão informar canais de denúncia de violência contra mulher.

Aumentam agressões políticas em mês de luta contra violência à mulher.

Com alta da violência política no Brasil, mulheres são maiores vítimas.

Entre as principais ocorrências estão:

lesão corporal (16.644),

descumprimento de medidas protetivas de urgência (4.949) e

outras tipificações corresponderam a 5.165 registros.

No período de pouco mais de quatro meses, a Região Sul concentrou o maior percentual de prisões de agressores de mulheres (36%) . A Região Centro-Oeste é a segunda, com 26% das prisões, seguida pelo Sudeste (18%), Nordeste (15%) e Norte (4%).

Nas diligências realizadas durante as ocorrências, o Sudeste concentrou o maior percentual de vítimas atendidas (33%).

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) mobilizou, no total, 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todas as unidades da federação.

O ministério aponta que, no período, as ações alcançaram 4.253 municípios brasileiros.

A mobilização nacional teve início em 1º de junho, voltada ao enfrentamento da violência contra as mulheres e do feminicídio.

A operação reúne ações de prevenção, proteção às vítimas, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento às vítimas, visitas preventivas, responsabilização dos autores de violência com o cumprimento de mandados e prisões em flagrante dos agressores, especialmente nos casos que apresentam risco de escalada para formas mais graves de violência contra a mulher.

A ação tem caráter permanente e integra as forças de segurança estaduais e federais.

A operação também tem caráter social e educativo, com ações de prevenção, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento às vítimas e visitas preventivas.

A expectativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública é que, até o fim do ano, 100 mil agressores de mulheres sejam retirados das ruas.

Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência desse crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial:

Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar do estado, por meio do telefone 190.

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 : atendimento gratuito, humanizado e sigiloso, 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e por videochamada em Libras;

Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público;

Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal ;

Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);

Polícia Federal, por meio do canal Comunica PF e nas delegacias de Polícia nos estados;

Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União (DPU) , para assistência e orientação jurídica.