# Conselho da própria Meta aponta falhas recorrentes na moderação de conteúdos eleitorais

- Seção: Itatiba e Região
- Fonte: Tribuna de Jundiaí (https://tribunadejundiai.com.br/politica/eleicoes-2026/conselho-meta-falhas-moderacao-eleitoral/)
- Publicado em: 2026-10-20T23:52:36.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1276986-conselho-da-propria-meta-aponta-falhas-recorrentes-na-moderacao-de-conteudos

> Bloqueios indevidos de conteúdos políticos no Brasil e nos Estados Unidos levaram o Conselho de Supervisão da Meta a questionar a forma como a empresa aplica suas regras durante as eleições. Em manifestação divulgada nesta terça-feira…

O Conselho, que atua de forma independente na análise de decisões da dona do Facebook e do Instagram, identificou dois problemas: a aplicação excessiva das regras, que pode impedir manifestações políticas legítimas, e a fiscalização insuficiente, que pode comprometer a integridade dos processos eleitorais.

Para o órgão, as plataformas precisam encontrar um equilíbrio entre combater conteúdos que violam suas políticas e preservar o direito de participação no debate político.

Erros atingiram contas políticas no Brasil e nos EUA

No Brasil, o Conselho citou as restrições aplicadas às contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Segundo o órgão, a aplicação excessiva das políticas de combate a fraudes deveria ter levado o caso à revisão por uma equipe especializada.

A Meta reconheceu que a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano em 23 de setembro, por pouco mais de uma hora. A empresa afirmou que o problema ocorreu durante uma análise antifraude e destacou que os perfis oficiais da campanha no Facebook e no Instagram não foram bloqueados.

O episódio também levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a exigir da empresa comprovação de tratamento igualitário às campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL).

Nos Estados Unidos, o Conselho apontou erros na aplicação das regras a contas ligadas ao movimento No Kings, responsável por manifestações contra o presidente Donald Trump. O órgão questionou por que esses perfis não estavam protegidos por mecanismos internos destinados a evitar remoções indevidas.

Entre esses mecanismos está o programa de verificação cruzada da Meta, que prevê análise adicional de determinadas decisões e pode incluir revisão humana em casos considerados relevantes.

Conselho cobra transparência sobre resultados

As críticas também envolvem a dificuldade de avaliar a eficácia das medidas adotadas pela empresa. O Conselho afirmou que já havia recomendado, após as eleições brasileiras de 2022, a criação de critérios mensuráveis para acompanhar os resultados das políticas de integridade eleitoral.

Atualmente, a Meta divulga informações como a quantidade de anúncios armazenados e de contas removidas. Segundo o órgão, porém, esses números não permitem verificar com clareza quantos erros são cometidos ou se as medidas conseguem proteger adequadamente os processos eleitorais.

Em posicionamento divulgado em 16 de outubro, a Meta negou qualquer interferência deliberada nas eleições brasileiras. A empresa afirmou que não favorece candidatos ou grupos políticos e atribuiu os problemas recentes a incidentes técnicos.

Em 2025, a Meta anunciou mudanças para permitir maior liberdade de expressão e reduzir erros na aplicação de suas políticas. Para o Conselho de Supervisão, os episódios recentes demonstram que a empresa ainda precisa avançar na aplicação dessas medidas e na transparência sobre seus resultados.

Reportagem completa: https://tribunadejundiai.com.br/politica/eleicoes-2026/conselho-meta-falhas-moderacao-eleitoral/

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