O Boeing 737 MAX 10, a maior versão da família 737 MAX, recebeu nesta terça-feira (20) a aprovação final da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês).

A certificação permite que a fabricante comece a entregar, nos próximos meses, o avião, que tem capacidade para até 230 passageiros.

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O modelo tem capacidade superior à das outras versões da família: o 737 MAX 9 transporta até 195 passageiros, enquanto o MAX 7 pode levar até 160 pessoas.

A Boeing já construiu algumas unidades do MAX 10, que aguardavam a autorização para serem entregues. Segundo a consultoria do setor aéreo IBA, as companhias aéreas encomendaram mais de 1.550 unidades do modelo, que representam 31% dos pedidos ainda pendentes da família 737 da fabricante.

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A presidente e diretora-executiva da Boeing Commercial Airplanes, Stephanie Pope, afirmou que as entregas começarão nos próximos meses.

Segundo ela, o MAX 10 oferece maior capacidade de passageiros, mais autonomia de voo e maior eficiência econômica por assento em sua categoria.

O avião também é importante para os planos de expansão de diversas companhias aéreas. Entre os principais clientes estão United Airlines, Alaska Airlines, Ryanair, Delta Air Lines e American Airlines.

A Boeing aposta no MAX 10 para aumentar a entrada de dinheiro em caixa e avançar em sua recuperação financeira, após anos de crises e controvérsias que atrasaram o desenvolvimento do modelo. Antes dos adiamentos, a fabricante previa começar a entregar o avião em 2020.

Veja fotos do Boeing 737 MAX 10, o maior avião da família 737 MAX.

Certificação mais rigorosa após acidentes

A Boeing passou a enfrentar um processo de certificação mais rigoroso após dois acidentes fatais com o 737 MAX 8, em 2018 e 2019, que deixaram 346 mortos.

A empresa também passou a enfrentar maior fiscalização sobre a produção e o controle de qualidade após um painel da fuselagem de um 737 MAX 9 quase novo, operado pela Alaska Airlines, se soltar durante um voo em janeiro de 2024.

Em agosto, a FAA aprovou o 737 MAX 7, modelo menor da família, após uma análise que durou mais de oito anos.

Para certificar o MAX 10, o órgão regulador exigiu melhorias importantes, incluindo atualizações no sistema de controle de voo e a adoção de um sensor de ângulo de ataque aprimorado, que mede o ângulo entre a direção do avião e o fluxo de ar ao seu redor.

Essas mudanças também serão implementadas na frota já existente nos próximos anos.

Um problema no sistema que evita a formação de gelo nos motores do 737 MAX, identificado em 2023, também atrasou a certificação dos modelos MAX 7 e MAX 10.

No fim de setembro, a Boeing revelou outra falha na atualização mais recente do software de navegação da família 737 MAX, o que poderia provocar novos adiamentos. A FAA, porém, concluiu que o problema não representava um risco à segurança e não exigiu sua correção como condição para certificar o avião.

A fabricante ainda trabalha na certificação do 777-9, o maior avião comercial que produz. O projeto acumula seis anos de atraso, e a Boeing espera concluir o processo e iniciar as entregas em 2027.

Boeing 737 Max

* Com informações da agência Reuters.