Na petição, a defesa de Flávio relata uma operação para manipular buscas no Google e assuntos do momento, impulsionando hashtags no X. Afirma que integrantes do canal de Janones estão orientando usuários a pesquisar a frase “ Bolsonaro mandou matar Lula” no Google. Eis a íntegra do documento (PDF – 1 MB).
Os advogados citam o aumento de buscas por termos negativos associados a Flávio Bolsonaro depois do debate da Band , no último domingo (18.out). Dizem que o canal Exército do Lula promove conteúdo “ artificialmente inflado nas redes, mediante manipulação algorítmica” .
Janones tem mobilizado apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais com o Exército do Lula. Até o momento, o canal no WhatsApp tem 6,6 milhões de seguidores, ante 2,1 milhões do Tropa do Flávio.
A campanha de Flávio o presidente do TSE sobre o tema em 11 de outubro, ocasionando uma disputa de liminares dentro da Corte. O caso colocou Nunes Marques e o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva em lados opostos.
Cueva chegou a derrubar a decisão de Nunes Marques e reestabelecer o canal , mas o presidente deu uma liminar sobrepondo-se ao corregedor.
Em 13 de outubro, Nunes Marques teve uma reunião com os coordenadores das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro. Em seguida, o TSE para vincular canais de mensagens instantâneas, como os do WhatsApp, às campanhas. Decidiu que o apoio espontâneo não vincula automaticamente um canal a uma campanha.
O Poder360 procurou Janones por e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito dos fatos mencionados pela campanha de Flávio Bolsonaro. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

