# Tecnologia amplia competitividade da mineração brasileira

- Seção: Política
- Fonte: Poder360 (https://www.poder360.com.br/conteudo-de-marca/tecnologia-amplia-competitividade-da-mineracao-brasileira/)
- Publicado em: 2026-10-21T09:00:59.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1282076-tecnologia-amplia-competitividade-da-mineracao-brasileira

> Em 20 anos, o Brasil viu a própria participação no mercado mundial de minério de ferro cair de 20,8% para 17,9% . No mesmo período, a Austrália saiu de 17,5% para 37,2%, ultrapassando a produção brasileira e se consolidando como líder…

&#8220; Alguma coisa aconteceu nesses 20 anos que levou a essa situação. Seja a questão tecnológica, seja a questão dos próprios recursos minerais. A Austrália, apesar de não ter um minério de alta qualidade, tem minas extremamente produtivas, porque adota tecnologias de ponta ”, afirmou o executivo.

Segundo ele, há um desafio estrutural no setor brasileiro: as jazidas de minério mais rico do país, sobretudo no sistema sul de Minas Gerais, se esgotaram. O caminho, diz o executivo, passa por explorar minérios de teor mais baixo com eficiência tecnológica. Um movimento que atualmente ganha nova escala em projetos como o da Cedro.

De acordo com a companhia, a mineração 4.0 organiza-se em torno do conceito “ICT” (informações, comunicação e tecnologia), ao integrar operações autônomas, drones, gestão de dados em tempo real, satélites, conectividade 5G e inteligência artificial em um sistema único, que abrange toda a cadeia produtiva.

Segundo a empresa, todas as etapas são contempladas, do mapeamento das reservas minerais à extração. Isso inclui também o beneficiamento do minério, a logística de transporte ferroviário e marítimo, e o controle da demanda no mercado consumidor.

É nesse contexto que a Cedro Mineração tem direcionado um dos principais investimentos da companhia. A expansão da capacidade produtiva de pellet feed (minério verde) na mina de Mariana (MG) terá um aporte de cerca de R$ 3,5 bilhões.

Com características que atendem à demanda crescente da siderurgia por matéria-prima mais limpa e produtiva, o produto tem potencial de reduzir as emissões de CO₂ no processo de fabricação do aço. Segundo Martins, é um exemplo de como o desafio de competir com minérios com teor mais baixo de ferro se traduz em investimento.

O objetivo é ter mais processamento, mais tecnologia embarcada e maior valor agregado ao minério antes de este sair da mina. Conforme o executivo, a integração logística e produtiva planejada pela Cedro busca reduzir riscos e ampliar a previsibilidade em um setor com “margens apertadas” e “alto volume”.

A companhia também investe em tecnologias de descarbonização das operações, como caminhões 100% elétricos, energia solar, empilhamento a seco de rejeitos (para diminuir os resíduos úmidos e reduzir o impacto ambiental) e reaproveitamento de até 85% da água usada nas minas.

Além desses aspectos, o projeto de Mariana amplia a planta de beneficiamento para processar minério com teor de ferro acima de 66% e baixa sílica. O empreendimento integra os planos da empresa de ter uma produção de 9 milhões de toneladas até 2028, e de 20 milhões de toneladas até 2030.

Para José Carlos Martins, a competitividade não é uma questão isolada da produtividade. &#8220;Não vamos conseguir consumir todo o aço que produzimos. A nossa disponibilidade de minério é muito maior do que as nossas necessidades de produção de aço. Então, temos que competir lá fora. E, para isso, precisamos aumentar muito a competitividade do nosso setor”.

Leia o infográfico sobre as tecnologias e os investimentos da Cedro.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações, a retomada da competitividade está na adoção integrada de tecnologias disponíveis, como internet 5G e 6G, IA, robótica e conectividade via satélite. De acordo com ele, tais inovações devem ser aplicadas em todas as etapas produtivas, da frente de lavra ao beneficiamento final.

&#8220;Normalmente as empresas adotam tecnologia de forma segmentada, em um setor, depois em outro. Mas é justamente nas interfaces entre as etapas de produção que se perdem os ganhos. Não adianta automatizar a frente de lavra se não automatizar o que vem depois&#8221;, disse.

Segundo Martins, a integração exige uma infraestrutura de comunicação que conecte cada etapa da operação em tempo real. &#8220;Para isso, é preciso ter uma rede de comunicações, internet das coisas, e tudo tem que estar integrado. Essa tecnologia existe e já tem países que adotam. O Brasil vem avançando rápido nessa área, mas ainda tem grandes lacunas”.

É esse hiato que projetos como o de Mariana buscam fechar, ao incorporar sistemas de monitoramento e automação no processo de expansão da planta, diz o executivo. Na visão dele, a saída para a perda histórica de participação do Brasil no mercado mundial não é produzir mais, mas produzir melhor.

Este conteúdo foi produzido e pago pela Cedro Participações .

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