O recurso Meta Muse, que permitia compartilhar conversas no chat da Meta, foi pausado após a descoberta de quase 7 mil links de conversas expostos na internet.
A falha de segurança permitia acessar desde o assunto do chat até páginas inteiras com potenciais dados sensíveis, incluindo contratos com nomes e valores, planilhas e calendários internos de empresas.
A Meta afirmou que pausou o recurso enquanto ajusta a segurança e que a descoberta é de interesse do seu Programa de Recompensa por Bugs para “aprimorar o produto”.
O agente de IA Muse expôs quase 7 mil conversas na internet devido ao recurso de compartilhamento. A falha de segurança foi descoberta pela empresa de segurança digital Claroc e informada à Meta, que suspendeu a ferramenta. As URLs deveriam conter apenas trechos de conversas e arquivos, mas a segurança frágil permitia acessar desde o assunto do chat até páginas inteiras com potenciais dados sensíveis.
O caso foi noticiado pelo site Ars Technica , que cobrou uma posição oficial. Em nota, a Meta afirmou que a descoberta é de interesse do seu Programa de Recompensa por Bugs e que situações do tipo são importantes para “aprimorar o produto”. A companhia de Mark Zuckerberg informou que pausou o recurso enquanto não realiza ajustes.
Recurso “inocente” acaba expondo dados sensíveis
Meta Muse é a nova IA agêntica anunciada por Zuckerberg em setembro (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O link para mandar um documento para o seu colega de trabalho é um dos recursos mais utilizados na rotina de quem lida com ambientes digitais. Seja um calendário, um texto escrito em serviços como Google Docs ou mesmo apresentações de Power Point, é bastante comum recorrer à ferramenta. Serviços como o Google Drive costumam conter algumas camadas de segurança, como autenticação via login e senha.
O Meta Muse só compartilha conversas e arquivos dessa maneira. A interação é publicada como uma página aberta pronta para ser enviada, que pode ser vista por qualquer pessoa com o link em mãos. Além disso, é possível achar essas páginas por meio de um título simples, baseado no tema da conversa. Isso porque as URLs ficam disponibilizadas no domínio público cf.metaaiusercontent.com .
Entre os exemplos de dados expostos estão desde contratos com nomes e valores até planilhas e calendários internos de empresas reais. Segundo a Claroc, apenas algumas centenas desses quase 7 mil links foram analisados, o que já seria suficiente para mostrar o tamanho do problema.
Vale lembrar que a Meta anunciou o Muse tendo a privacidade como um dos pilares ao utilizar máquinas virtuais próprias para cada usuário, evitando que a própria empresa tivesse acesso às interações.
Recurso continuou ativo após a descoberta do problema
Calendário de férias de uma empresa compartilhado por um funcionário foi um dos exemplos de vazamento (imagem: reprodução/Claroc)
O aviso foi enviado à Meta em 8 de outubro. Desde então, a equipe da Claroc afirma ter acessado o material mais uma vez, no dia 18, quando ainda foi possível encontrar novas URLs de conversas com o Muse. Além do levantamento em si, a Claroc também sugeriu algumas medidas de segurança.
A Meta só afirmou ter pausado novos compartilhamentos nesta terça-feira (20/10), após questionamento do portal Ars Technica . Portanto, foram pelo menos 12 dias em que a funcionalidade continuou disponível.
Vale lembrar que, por enquanto, o Meta Muse só está disponível nos Estados Unidos e no Canadá, e ainda não há previsão de chegada em outros mercados como o Brasil.
Muse: agente de IA da Meta expôs contratos e planilhas na internet

