O Palmeiras não é réu na ação, movida desde 2020 pela M&F Investimentos e Participações S.A. contra o Figueirense. O clube paulista foi acionado por ser responsável pelos repasses relacionados à transferência.
A determinação foi assinada pela juíza Marcella Leal Restum a pedido do Athletico Paranaense. A ordem exige os contratos de 23 de janeiro de 2019, referentes à chegada de Allan ao Palmeiras, e de 8 de maio de 2025, relativos à compra de mais 20% dos direitos econômicos do atleta.
Entre os esclarecimentos solicitados estão o recebimento da parcela prevista para 2 de outubro, o valor líquido da operação e a quantia correspondente aos 10% do Figueirense. O Palmeiras também deverá informar a situação de uma bonificação contratual e quanto mantém retido por determinação judicial.
O clube afirmou que ainda não havia sido formalmente notificado e que cumpriria a ordem quando recebesse a comunicação, preservando a confidencialidade do contrato com o City. Declarou também ter informado o Figueirense sobre os repasses, mas que os processos impedem o depósito.
Credores disputam os recursos
Além da M&F, o Athletico e uma parte em processo trabalhista reivindicam créditos sobre os valores destinados ao Figueirense. Diante das cobranças, a juíza determinou que o Palmeiras mantenha os recursos retidos até que os pagamentos sejam autorizados.
A 1ª ordem de bloqueio relacionada à venda foi concedida em agosto, depois de um pedido da M&F. A penhora alcançou R$ 5,9 milhões. Uma referência nos autos, de janeiro de 2025, apontava dívida do Figueirense de R$ 8,98 milhões.
Como os repasses são calculados
O Palmeiras acertou a venda de Allan em 24 de agosto de 2026 por até 40 milhões de euros entre valor fixo e bônus, cerca de R$ 240 milhões na época. O Manchester City confirmou a contratação com vínculo de 5 temporadas.
O clube paulista detinha 90% dos direitos econômicos. Essa participação havia sido ampliada em maio de 2025, antes do Mundial de Clubes, com a aquisição de mais 20% junto ao Figueirense por R$ 1,6 milhão. Os 10% restantes permaneceram com a equipe catarinense.
Em setembro, o Palmeiras informou à Justiça que a transferência definitiva foi concluída em 1º de setembro por 37,4 milhões de euros, divididos em 4 parcelas anuais. O Figueirense deve receber 10% do valor líquido efetivamente recebido pelo Palmeiras, conforme o pagamento das parcelas pelo City.
Também está prevista uma bonificação de R$ 750 mil, cujo vencimento era em 16 de setembro e que não foi paga por ordem judicial. Segundo o Palmeiras, esses créditos são distintos de eventuais recursos do mecanismo de solidariedade da Fifa , destinado à remuneração dos clubes formadores.
Como noticiou o Poder360 , o orçamento original do Palmeiras previa arrecadar R$ 399,6 milhões com vendas de jogadores em 2026.

