A arrancada levou a ação até a nova máxima histórica de R$ 22,67 . Desde então, o papel passou a devolver parte dos ganhos e atualmente negocia na região de R$ 20,68 . Mesmo com a realização, os gráficos diário e semanal ainda mantêm uma estrutura positiva, com o preço acima das principais médias móveis e sem, até o momento, confirmação de reversão da tendência de alta.
O rali recente também coincidiu com uma melhora na percepção de parte do mercado sobre o banco. No início do mês, o J.P. Morgan elevou a recomendação para o Bradesco de neutra para overweight , equivalente a uma visão de exposição acima da média do mercado, após a forte reprecificação dos ativos brasileiros no pós-eleição.
O próximo teste fundamentalista já tem data marcada. O Bradesco tem previsão para divulgar o balanço do terceiro trimestre em 22 de outubro .
Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026
Para o resultado, a XP espera lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões , alta de 14,9% na comparação anual e de 1,1% frente ao trimestre anterior . A casa projeta ainda ROE de 16,2% , praticamente estável, com evolução operacional sustentada pelo crescimento das receitas e por ganhos de eficiência, embora as despesas com provisões ainda permaneçam como ponto de atenção.
Temporada de balanços de bancos começa com foco em inadimplência após rali eleitoral
No final de setembro, dados do BC mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres chegou a 6,6% em agosto, renovando o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011
Com isso, o papel chega às próximas semanas em um ponto importante: tecnicamente, ainda preserva uma estrutura de alta, mas precisa voltar a ganhar força para desafiar novamente os R$ 22,67 . Ao mesmo tempo, a aproximação do balanço adiciona um novo gatilho para o comportamento da ação.
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Bradesco no curto prazo: correção ainda não desmonta tendência de alta
No gráfico diário , o Bradesco mantém uma estrutura de alta no curto prazo, mesmo depois da correção recente. O papel vinha negociando dentro de um canal de baixa desde a antiga máxima em R$ 21,03 , registrada no início de 2026, até formar a mínima do ano na região de R$ 15,44 . A partir desse fundo, retomou força, recuperou as médias móveis e acelerou principalmente na sessão de 5 de outubro , quando avançou 13,57% , abriu um gap e rompeu a estrutura corretiva, levando a ação até a nova máxima histórica em R$ 22,67 .
Depois desse topo, BBDC4 passou a corrigir e atualmente negocia na faixa de R$ 20,68 , ainda acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, localizadas aproximadamente em R$ 20,53 , R$ 19,59 e R$ 18,29 , respectivamente. A estrutura segue positiva, mas o movimento recente exige atenção, principalmente porque a faixa dos R$ 20,00/R$ 19,96 aparece como suporte importante para limitar uma correção mais ampla. O IFR (14) está em 60,88 pontos , sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Para retomar o fluxo comprador com mais força, a ação precisa voltar a negociar acima da região dos R$ 21,00 e superar a máxima histórica de R$ 22,67 com entrada de volume. Acima desse patamar, os próximos alvos projetados ficam em R$ 24,75 , R$ 25,40 , na região dos R$ 26,00 e, em uma extensão mais longa, em R$ 28,15 .
No sentido contrário, uma perda da região de R$ 18,95 aumentaria a pressão corretiva, colocando no radar a média de 200 períodos, em R$ 18,29 , seguida por R$ 17,22 , R$ 16,57 e, em uma correção mais profunda, a mínima do ano em R$ 15,44 .
Por enquanto, portanto, o viés permanece positivo, mas a reação compradora precisa ganhar volume para que BBDC4 consiga retomar o movimento e desafiar novamente a máxima histórica.
Bradesco (BBDC4) corrige após renovar a máxima histórica em R$ 22,67, mas segue acima das médias de 9, 21 e 200 períodos; IFR (14) em 60,88 permanece em região neutra.
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Bradesco no médio prazo: tendência segue positiva apesar da realização
No gráfico semanal , o Bradesco mantém uma estrutura predominantemente positiva no médio prazo. Depois de formar a mínima em R$ 9,74 no início de 2025, a ação passou a desenvolver uma sequência de topos e fundos ascendentes , sustentando uma tendência de alta ao longo daquele ano. No início de 2026, o papel alcançou a antiga máxima histórica na região de R$ 21,03 e, após esse movimento, entrou em uma fase corretiva dentro de um canal de baixa. Mais recentemente, ganhou forte impulso após o primeiro turno das eleições, com alta semanal de 12,38% e renovação da máxima histórica em R$ 22,67 .
Atualmente, BBDC4 negocia na região de R$ 20,68 , em movimento de correção após esse novo topo, mas ainda acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente próximas de R$ 19,23 e R$ 17,97 , respectivamente. As médias seguem inclinadas para cima, o que preserva a leitura de tendência positiva no médio prazo. O IFR (14) está em 62,84 pontos , também em região neutra.
Para retomar força e buscar novas máximas, o papel precisa superar inicialmente a região de R$ 21,36 e, principalmente, a máxima histórica de R$ 22,67 . Acima dessa faixa, os próximos alvos projetados ficam em R$ 27,00 , R$ 28,25 , R$ 31,17 e, em uma extensão mais longa, R$ 33,80 . Um rompimento da máxima acompanhado de aumento do volume reforçaria a tendência de alta e abriria espaço para continuidade do movimento comprador.
No sentido contrário, a perda da região de R$ 20,00 aumentaria a pressão corretiva, com suportes em R$ 18,95 , R$ 17,23 e R$ 15,44 . Abaixo dessas faixas, os próximos níveis aparecem em R$ 13,97 e na média móvel de 200 períodos, atualmente em R$ 13,71 . Por enquanto, o viés de médio prazo segue positivo, mas o comportamento entre R$ 20,00 e R$ 22,67 tende a ser decisivo para a próxima perna do movimento.
BBDC4 mantém tendência de alta no semanal após romper o canal corretivo; ação trabalha abaixo da máxima de R$ 22,67, mas ainda acima das médias de 9 e 21 períodos.
(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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