A Polícia Federal (PF) informou que investiga o deputado estadual Marcinho Belota (PL) e a blogueira de direita e ex-candidata a deputada federal Athally Albuquerque (Republicanos). Eles invadiram um bloco da Universidade Federal de Roraima (UFRR), em Boa Vista e rasgaram materiais informativos de estudantes.
O Ministério Público Federal (MPF) também atua no caso. O órgão confirmou ter recebido uma denúncia feita por alunos do curso de Direito. Em nota, explicou que o documento passa por análise interna para ser encaminhado ao setor responsável pelas investigações.
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O g1 solicitou posicionamento da presidência da Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR) sobre as atitudes do parlamentar, e questionou Marcinho Belota e Athally Albuquerque sobre a abertura das investigações e a denúncia dos estudantes, e aguarda resposta.
Por conta desse episódio e de uma segunda invasão, de outro grupo, ocorrida no Centro de Ciências Humanas (CCH), a UFRR pediu reforço na segurança do campus Paricarana. A reitoria solicitou apoio da PF, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional, para proteger a comunidade acadêmica. Entenda abaixo.
Estudantes denunciam deputado e ex-candidata por rasgarem panfletos na UFRR
Grupo entra em blocos da UFRR, interrompe aulas e retira cartazes em Boa Vista
UFRR pede reforço policial de forças federais após invasões do campus
Relembre os casos
Na sexta-feira, Marcinho Belota e Athally invadiram o bloco de Direito e rasgaram panfletos feitos pelos universitários. A dupla alegou que o material, que citava o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), era "fake news". A ação foi registrada em vídeo pelos alunos.
A ação foi gravada em vídeo pelos alunos, que afirmam ter sofrido provocações para gerar um confronto físico. Uma aluna do curso de Direito, disse ao g1 que sentiu medo diante do episódio.
A UFRR repudiou a atitude e destacou que os panfletos dos estudantes respeitavam a legislação eleitoral. A universidade reforçou que não tolerará intimidação ou destruição de patrimônio.
"Divergências de pensamentos, posicionamentos políticos ou ideológicos fazem parte da vida acadêmica de uma instituição que respeita a democracia. O que não pode ser admitido, sob qualquer justificativa, é que essas divergências se transformem em invasão de espaços, intimidação, destruição de bens, ou qualquer forma de violência ou desrespeito", disse a UFRR em nota.
Invasão no dia seguinte
No dia seguinte, sábado (17), a universidade foi alvo de outro grupo. Cerca de cinco pessoas entraram nos blocos de Direito e do Centro de Ciências Humanas (CCH). Eles interromperam aulas, hostilizaram servidores, incluindo professoras, e retiraram cartazes e a bandeira de um movimento estudantil antifascista do curso de Direito.
Ocorrência envolveu um grupo de pessoas, policiais militares e servidores da UFRR, em Boa Vista.
A Polícia Militar (PM) foi acionada. Aos policiais, os invasores disseram que estavam no local para "fiscalizar propaganda político-partidária". A PM mediou o conflito e o grupo deixou o campus. A Polícia Civil registrou boletins de ocorrência e apura este segundo episódio separadamente.
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