Neste mesmo cenário de consulta estimulada, os eleitores que pretendem votar em branco, anular ou que declaram que não vão votar somam 9%, ao passo que os indecisos representam 2% do total de entrevistados.
Considerados apenas os votos válidos, ou seja, quando são excluídos os votos brancos e nulos, Flávio tem 50,5% e Lula, 49,5%.
Estabilidade e oscilação de uma semana para a outra
Na comparação com o levantamento feito pelo instituto uma semana antes, o quadro geral demonstra estabilidade na liderança e pouca movimentação nas intenções de voto. Flávio Bolsonaro oscilou um ponto percentual para baixo (tinha 46% e passou para 45%), enquanto a pontuação do presidente Lula manteve-se inalterada em 44%.
O contingente de eleitores indecisos variou de 1% para 2% no período, e o percentual de brancos, nulos ou abstendados permaneceu fixado em 9%.
Pesquisa espontânea confirma igualdade absoluta
O acirramento da disputa é reforçado na modalidade espontânea, momento em que o entrevistado menciona sua preferência sem ter acesso à lista de candidatos. Nesse recorte, Flávio Bolsonaro e Lula surgem rigorosamente empatados com 40% das menções cada um.
Em relação ao levantamento da semana anterior, o número de eleitores indecisos na consulta espontânea subiu de 7% para 14%. O movimento de indefinição foi mais expressivo entre o eleitorado feminino (no qual a taxa de indecisos passou de 8% para 17%) e entre os eleitores independentes – aqueles que não se alinham nem ao petismo nem ao bolsonarismo, grupo no qual a parcela sem escolha definida saltou de 13% para 31%.
Aprovação e desaprovação do governo Lula refletem polarização
O equilíbrio verificado na corrida ao Palácio do Planalto reflete de forma direta a opinião pública sobre o desempenho da administração federal. De acordo com a Quaest, 47% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 46% aprovam a gestão do atual presidente.
Na oscilação semanal, a desaprovação ao governo variou um ponto para baixo (era de 48% na pesquisa anterior), enquanto a taxa de aprovação subiu um ponto (era de 45%). Com essa movimentação, a distância entre os dois índices reduziu de três pontos para apenas um ponto percentual, permanecendo dentro da margem de erro.
Na avaliação detalhada do governo federal:
Negativa: é a classificação de 38% dos eleitores (eram 40% há uma semana);
Positiva: soma 34% de avaliações (manteve-se em 34%);
Regular: é a opção de 26% dos entrevistados (eram 24% na semana passada).
Ficha técnica da pesquisa
Contratada pela Globo e pelo jornal O Globo , a Quaest realizou 2.154 entrevistas presenciais entre os dias 17 e 20 de outubro. O estudo possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08535/2026.

