Na atualização das 12h20, o Tesouro Prefixado 2029 pagava 12,60% ao ano, ante 12,61% na abertura e 12,63% na última atualização de terça-feira. O Prefixado 2032 passou de 12,80% na abertura para 12,78%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 ficou estável em 12,83%. Na comparação com a véspera, os três títulos acumulam recuo de 1 a 3 pontos-base.

De “lua de mel” a “piora intensa”: como gestores veem a reação do mercado ao 2º turno

Gestores e economistas veem mais espaço para queda forte dos ativos com Lula do que alta prolongada com Flávio, e condicionam o cenário mais construtivo a detalhamento de ajuste fiscal

Entre os papéis atrelados à inflação, o sinal foi o inverso. Todos subiram entre a abertura e a atualização. O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 e o IPCA+ 2050 tiveram as maiores altas, de 2 pontos-base, para IPCA + 6,83%, IPCA + 6,72% e IPCA + 6,70%, respectivamente. Ante terça-feira, o quadro é misto: o IPCA+ 2050 ainda acumula queda de 3 pontos-base, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 sobe 2 pontos-base.

As taxas de abertura foram definidas antes da divulgação da Quaest, que saiu por volta das 10h. Na pesquisa, Flávio tem 45% das intenções de voto no segundo turno, e Lula, 44%, em empate técnico . Na rodada anterior, de 14 de outubro, o senador tinha 46%, e o presidente, os mesmos 44%.

Para João Debom, sócio da Supernova Investimentos, o levantamento confirma que a eleição está totalmente aberta e pesa justamente por não reforçar o cenário mais favorável à oposição que o mercado vinha embutindo nos preços. “Quando a pesquisa não reforça esse favoritismo, parte desse otimismo sai do preço, e as taxas tendem a devolver um pouco da queda, principalmente nos prefixados e nos vencimentos mais longos, que são os mais sensíveis ao risco fiscal”, afirma.

Até a atualização, porém, essa devolução aparecia apenas nos títulos atrelados à inflação. Os prefixados seguiram em leve queda, em linha com os juros futuros, que recuavam na B3 . Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, chama atenção para o fato de os DIs de longo prazo continuarem caindo mesmo diante de uma disputa tão equilibrada. Na avaliação dele, uma eleição apertada pode já estar dentro das expectativas dos investidores, e a queda dos juros americanos também favorece a curva brasileira. Murad pondera, no entanto, que o mercado já antecipou uma parcela relevante do cenário positivo e que uma surpresa eleitoral ou fiscal “poderá provocar uma reabertura significativa das taxas”.

Para o investidor, Debom recomenda não tomar decisão de carteira com base em pesquisa. Ele avalia que a volatilidade deve seguir alta até domingo e que “quem compra ou vende título no meio desse vaivém corre o risco de pegar o pior momento”. Quem pretende levar o título até o vencimento, segundo ele, não precisa mexer em nada. Já quem quer aproveitar a taxa alta deve entrar aos poucos, sem apostar tudo num resultado.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 12h20 desta quarta-feira (21):

Título Rendimento Anual Vencimento Tesouro Prefixado 2029 12,60% 01/01/2029 Tesouro Prefixado 2032 12,78% 01/01/2032 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 12,83% 01/01/2037 Tesouro IPCA+ 2032 IPCA + 6,75% 15/08/2032 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 IPCA + 6,83% 15/05/2037 Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 6,71% 15/08/2040 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 IPCA + 6,72% 15/05/2045 Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,70% 15/08/2050 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 IPCA + 6,68% 15/08/2060

The post Tesouro Direto: taxas pré recuam, mas IPCA+ sobe após Quaest com empate técnico appeared first on InfoMoney .