Dois homens, de 34 e 38 anos, foram presos preventivamente pela Polícia Civil nesta quarta-feira (21), em Piracicaba (SP), suspeitos de furtar equipamentos de unidades do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae).

Prisão preventiva: medida cautelar aplicada antes da condenação definitiva. Ela serve para reter temporariamente um investigado ou réu que represente risco à ordem pública, à ordem econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.

Segundo a investigação, os crimes foram motivados pelo alto valor dos aparelhos. O prejuízo estimado só com os equipamentos furtados passa de R$ 100 mil. O valor não inclui os danos causados às estações nem os impactos do desabastecimento na cidade.

Homens durante furto de equipamentos do Semae em Piracicaba

Os furtos ocorreram em quatro unidades do SEMAE: Unimep Taquaral, Uninorte Hyundai e Formigueiro e a estação elevatória Pacaembu). Foram identificadas sete ocorrências de 1° de setembro e 8 de outubro, apontou a polícia.

Além das prisões, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Alvo dos furtos

Homem durante furto de equipamentos do Semae, em Piracicaba, tenta danificar câmera de segurança

Segundo a investigação, os homens miravam inversores de frequência, equipamentos que acionam e controlam as bombas de água. Sem esses aparelhos, o bombeamento para os reservatórios e para os imóveis é interrompido.

Na madrugada de 8 de outubro, o furto de um inversor em uma estação de bombeamento no bairro Taquaral deixou a região leste de Piracicaba sem água por cerca de 15 horas, afirmou a Polícia Civil.

A mesma unidade já tinha sido atacada semanas antes. O equipamento furtado nessa última ação havia sido instalado para substituir o primeiro aparelho levado pelos suspeitos.

Modo de agir

Homens durante furto de equipamentos do Semae em Piracicaba

A investigação apontou que os suspeitos agiam em dupla, de madrugada, com os rostos cobertos e que eles escolhiam unidades em locais isolados.

Para entrar nas unidades, eles arrombavam alambrados, cadeados e portas. Também destruíam câmeras de segurança, alarmes e gravadores de imagem para dificultar a identificação.

"Importante destacar que não se tratava de um furto comum. A ação desses investigados atingia um serviço essencial e deixava famílias, comércios e serviços de saúde sem água", explicou o delegado Ivan Luís Constâncio, responsável pelo caso, em comunicado à imprensa.

Segundo o delegado, a Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) reuniu ocorrências registradas em diferentes distritos policiais para identificar os suspeitos. Além disso, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e o destino dos equipamentos furtados.

Segundo a polícia, os dois presos já tinham passagens pela polícia.

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