A silhueta quadrada do GAC GS9 segue a tendência dos grandes SUVs chineses Fernando Pires/Quatro Rodas
Quem viaja nos primeiros quatro bancos também conta com ajustes elétricos, massagem (em até 18 pontos), ventilação e aquecimento. Há ainda apoio de pernas com acionamento elétrico para o passageiro da frente. Para acessar a última fileira, que é bipartida e tem rebatimento elétrico, é preciso passar pelo vão entre os dois bancos da frente.
E, mesmo que o entre-eixos de 2,93 m do utilitário fique para trás quando comparado ao do GWM Wey 07 (3,05 m) e BYD Atto 8 (2,95 m), o espaço interno se mostra suficiente para acomodar passageiros adultos de forma razoável. O porta-malas, com abertura elétrica, de 255 litros salta para 1.005 litros com o modelo configurado para quatro pessoas, segundo a fábrica .
As rodas de 20” estão disponíveis em duas opções de acabamento Fernando Pires/Quatro Rodas
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Como é a tecnologia embarcada e o acabamento do GAC GS9?
No que diz respeito à tecnologia embarcada, o GS9 traz quadro de instrumentos digital de 10,25” que mostra o mapa nativo, caso esteja em uso. A central multimídia tem tela de 15,6” com conectividade para dispositivos Apple CarPlay e Android Auto sem fio, e concentra as principais configurações do carro .
Somam-se à lista comando de voz em português com bom funcionamento e head-up display projetado no para-brisa. O conjunto de som não ostenta um nome de grife hi-end, mas tem boa qualidade sonora. Não falta hardware para isso. São 21 alto-falantes – incluindo dois nos encostos de cabeça do motorista, um subwoofer – e 1.640 watts RMS de potência, segundo a GAC.
Quando o SUV está parado, animações aparecem na lanterna Fernando Pires/Quatro Rodas
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Sua reprodução pode ser configurada para distribuir o som igualmente pela cabine ou concentrado nas duas fileiras de trás, por exemplo. E, além de reproduzir, o sistema tem um recurso de cancelamento de ruídos a bordo. Mesmo em meio ao trânsito, o silêncio reina dentro da cabine. O acabamento interno é refinado e pode ser nas cores bege ou preta.
Há detalhes em madeira tanto no painel quanto nas portas. A posição do motorista é alta, mas o excesso de estofados no banco é quase um empecilho para encontrar um ajuste de posição confortável. O visual limpo do cockpit cobra seu preço no dia a dia: ausência de botões incomoda.
O acabamento reflete o luxo e o conforto dentro da cabine do GAC GS9 Fernando Pires/Quatro Rodas
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Quais são os itens do pacote ADAS e câmeras de segurança?
O pacote de segurança e assistência ao motorista (ADAS) integra nove airbags, incluindo uma bolsa central entre os ocupantes dianteiros; assistente de estacionamento semiautônomo; piloto automático adaptativo (ACC); frenagem autônoma de emergência (AEB), alerta de colisão frontal e traseira (FCW) (RCW) e assistente de permanência e centralização em faixa (LKA e ELKA).
Apesar de funcionarem bem, são muito cautelosos e suas intervenções excessivas. Mesmo com a possibilidade de configurar o modo como será o alerta, podem causar certo desconforto. Exceto pela abertura do teto solar e pelos dois botões no volante, que têm os comandos personalizados, nada pode ser ajustado fora da multimídia.
A multimídia possui uma barra fixa para comandos do ar-condicionado Fernando Pires/Quatro Rodas
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Durante o período em que dirigi o carro, optei por habilitar o ajuste do retrovisor e a configuração do quadro de instrumentos. O sistema de câmera 540º (360º, no plano horizontal + 180º, no perpendicular) também faz parte desta lista de equipamentos e tem boa resolução.
Contudo, ele se mostra demasiadamente no centro da multimídia em meio a manobras ou vias mais apertadas, o que atrapalha a visualização das outras informações em momentos necessários.
O GAC GS9 possui zonas de ar-condicionado independentes, que atendem de forma satisfatória as três fileiras de assentos Fernando Pires/Quatro Rodas
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Qual é o motor e o consumo do GAC GS9?
O bom desempenho do GAC vem do conjunto mecânico híbrido plug-in com três motores. O propulsor quatro cilindros 1.5 turbo a gasolina de 156 cv e 21,4 kgfm traciona as rodas junto aos elétricos.
O elétrico dianteiro conta com 231 cv e 25,5 kgfm e o traseiro entrega 109 cv e 16,8 kgfm – nesse caso, a potência combinada é de 500 cv e 62,7 kgfm, de acordo com a fabricante. O motor a combustão também pode funcionar apenas para gerar energia aos outros dois, que ficam responsáveis por deslocar o carro sozinhos.
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Um SUV de luxo dificilmente remete a um apelo esportivo. Mas não é essa história que o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h em 5,9 s conta sobre o GS9 – mesmo que sendo este um tempo maior que os 4,9 s do WEY 07. Sempre segundo as medições oficiais.
O sistema se completa com o câmbio DHT de apenas uma marcha, que funciona de forma silenciosa, assim como todo o conjunto. Na prática, são os três mapas de uso da energia que gerenciam o funcionamento dos motores e da bateria de 44,5 kWh. No modo “prioridade elétrica”, o SUV roda utilizando apenas a energia acumulada na bateria até atingir a autonomia elétrica máxima, que é de 114 km no padrão Inmetro.
<span class="hidden">–</span> Fernando Pires/Quatro Rodas
No “geração de energia forçada”, o motor térmico atua carregando os dois elétricos. E há ainda o modo que prioriza a combustão e o “smart”, que gerencia e alterna os motores conforme a demanda. O GS9 tem quatro modos de condução. Apesar de o “Esporte” dar ainda mais apetite ao carro e mostrar mais força em ultrapassagens, as respostas ao acelerador continuam muito boas tanto no “Normal” quanto no “Eco”.
Há ainda o modo “Personalizado”, que se mostrou uma alternativa entre os últimos dois citados. O comportamento do modelo é parecido com outros PHEV que já existem no mercado. De início, só atuam os dois motores elétricos e, se mais exigido, o motor a combustão entra em ação de forma quase imperceptível.
Quando o assunto é consumo, o utilitário cobra o preço do conforto. No modo híbrido, o carro faz 10,3 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada. Já no modo elétrico, os números sobem para 26,8 km/l no circuito urbano e 27,9 km/l em rodovias. Esses dados são aferidos pelo Inmetro. Para recarga, o modelo PHEV aceita até 6 kW em corrente alternada (AC) e suporta recarga rápida de até 140 kW em corrente contínua (DC).
Há mesas retráteis nos bancos e dois tetos solares Fernando Pires/Quatro Rodas
Como é o acerto de suspensão e o visual do GAC GS9?
O acerto de suspensão precisa de uma calibração mais adequada para o mercado brasileiro. Os conjuntos McPherson, na dianteira, e multilink, na traseira, contam com sistema de amortecimento adaptativo baseado em sinais de sensores que identificam piso, carroceria e direção.
No entanto, sua calibragem é macia e tolerante demais para nossas ruas, onde o final de curso dos amortecedores é um evento frequente, sempre que o carro (pesado: 2.365 kg) passa por buracos e outros tipos de irregularidades. Além disso, a suspensão permite que a carroceria oscile bastante nas curvas, arrancadas e frenagens.
<span class="hidden">–</span> Fernando Pires/Quatro Rodas
Por falar em frenagens, os freios a disco do GS9 são bem dimensionados para um veículo de quase 2 toneladas e meia, se mostrando eficientes e sem sinais de fadiga. Visualmente, o porte do GAC GS9 pode até chamar atenção, mas seu design não foge do padrão estético verificado nos lançamentos recentes das marcas chinesas.
A carroceria é bastante monolítica e exibe linhas predominantemente horizontais, sem vincos e cromados aparentes para quebrar o estilo. Na dianteira, não há uma grade convencional e os faróis full-led são afilados e ligados por uma faixa horizontal, enquanto a principal entrada de ar fica concentrada na parte inferior do para-choque.
<span class="hidden">–</span> Fernando Pires/Quatro Rodas
A traseira também carece de elementos marcantes. Assim como outros modelos orientais, as lanternas percorrem toda a largura da tampa e descem pelas extremidades com uma espécie de moldura luminosa. O aerofólio é discreto, mas completa o visual geométrico do carro, que tem duas opções de desenho para as rodas de liga leve aro 20.
Oferecido em versão única, Ultra, a R$ 399.990, o GAC topo de linha tem pela frente rivais como BYD Atto 8 (pelo mesmo preço de R$ 399.990) e GWM Wey 07 (R$ 429.000), concorrentes igualmente exagerados nas entregas ao consumidor.
Veredicto Quatro Rodas
O GS9 tem tudo para agradar, embora possa melhorar em alguns aspectos, como a calibragem da suspensão e a atividade constante dos sistemas de assistência ao motorista.
Ficha Técnica – GAC GS9
Preço: R$ 399.990
Motor: gasolina, quatro cilindros 1.5 turbo, 156 cv; elétricos: dianteiro, 231 cv, 25,5 kgfm; traseiro, 119 cv, 16,8 kgfm (combinada: 500 cv e 62,7 kgfm)
Bateria: íons de lítio, 44,5 kWh
Câmbio: DHT, uma marcha, tração integral
Suspensão: McPherson (diant.), multilink (tras.)
Freios: disco ventilado (diant.), disco sólido (tras.)
Pneus: 255/50 R20
Dimensões: comprimento, 5,06 m; largura, 1,95 m; altura, 1,76 m; entre-eixos, 2,93 m; peso, 2.365 kg; vão livre, 18,8 cm; porta-malas, 255/1.005 litros; tanque, 60 litros
Desempenho*: 0 a 100 km/h em 5,9 s; veloc. máx., 190 km/h; autonomia, 114 km (modo Prioridade elétrica, Inmetro)
*Dados de fábrica
Teste Quatro Rodas – GAC GS9 Ultra PHEV
0 a 100 km/h
0 a 1.000 m
26,4 s / 194 km/h
D 40 a 80 km/h
D 60 a 100 km/h
D 80 a 120 km/h
60/80/120 km/h a 0
4,3 km/kWh (EV) / 13,7 km/l (HEV)
4,7 km/kWh (EV) / 13,9 km/l (HEV)
46,4 / – dBA
62,1 / 67,6 dBA
Velocidade real a 100 km/h
Rotação do motor a 100 km/h
Condições de teste: alt. 660 m; temp., 20°C; umid. relat., 74,5%; press., 760 mmHg. Realizado no ZF Campo de Provas.
A: 165 cm (diant.) / 164 cm (tras.) B: 97,5 cm (diant.) / 96 cm (tras.) C: 104,5 cm (diant.) / 95 cm (tras.)

