Estiveram presentes o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches (PL); o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL); e os senadores eleitos por SP, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

Diante dos apoiadores, Flávio afirmou que Lula compartilha o poder com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e que deve ao magistrado a vitória nas eleições de 2022.

“Até porque o Lula teve que compartilhar sua presidência com o Alexandre de Moraes, que ele deve a eleição dele ao Alexandre de Moraes. Em 2022, se não fosse o Alexandre de Moraes, Lula, você não estava sentado nessa cadeira” , declarou.

Indicações ao STF

O senador prometeu indicar ao STF ministros que “respeitam a Constituição, que sejam contra as drogas, que sejam contra o aborto” . Flávio também criticou uma ação apresentada pelo Psol no tribunal, que pede a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

Ele mencionou votos favoráveis à medida que atribuiu aos ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber e argumentou que novas indicações de Lula à Corte poderiam dar maioria ao tema.

“Já tem 2 votos contra a vida no Supremo. Com mais 4, Lula, a maioria, o aborto vai ser liberado pelo Supremo” , disse.

Flávio afirmou que Lula usou recursos federais como instrumento de pressão política. Segundo o candidato, o presidente teria bloqueado verbas destinadas à saúde de São Paulo, o que teria levado o prefeito Ricardo Nunes (MDB) a recorrer à Justiça para tentar liberá-las.

O candidato também citou uma declaração que atribuiu a Lula sobre o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos): “Cleitinho, você fica quietinho, porque senão Minas Gerais vai virar um cemitério de obras” .

Na avaliação de Flávio, a fala representaria uma ameaça à população mineira. Ele relatou ainda um episódio envolvendo o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e afirmou que Lula teria exigido que o agronegócio “se ajoelhasse a seus pés” e chamado os catarinenses de “fascistas”.

“O Brasil cansou de um presidente que governa com o fígado, com raiva, com ódio, com perseguição” , afirmou.