Segundo a agência, duas autoridades afirmaram que a medida será adotada diante da possibilidade da retomada de conflitos na região. Há preocupação principalmente envolvendo ataques dos rebeldes houthis do Iêmen, que são alinhados ao Irã.

Os Estados Unidos costumam ordenar a retirada de funcionários em regiões onde há escalada de tensões. O país adotou uma medida semelhante em janeiro deste ano, pouco mais de um mês antes do início da guerra contra o Irã.

Movimentações em bases militares, além de embaixadas, e avisos sobre viagens também foram comuns dias antes do ataque de Israel ao Irã, em junho de 2024.

O relato foi publicado no mesmo dia em que o jornal Financial Times revelou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impediu que Israel fizesse novos ataques ao Irã neste mês.

Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está pressionando para uma retomada dos ataques em larga escala contra o Irã.

Segundo o FT, Israel havia preparado um plano para bombardear a infraestrutura energética, inclusive alvos nucleares do Irã. A ofensiva estava programada para começar no dia 10 de outubro, mas não recebeu apoio dos Estados Unidos.

O jornal afirmou que o presidente norte-americano não quer uma retomada da guerra antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para o dia 3 de novembro. A ofensiva é altamente reprovada pelo eleitorado e provocou aumento no custo de vida do país.