O supertufão Champi, formado no Oceano Pacífico, atingiu ventos sustentados de cerca de 296 km/h (ventos que mantêm essa velocidade por algum tempo, e não só em rajadas rápidas) nesta semana e passou por uma rápida mudança no tamanho de seu olho, a região de relativa calmaria no centro da tempestade.

Segundo o Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos (JTWC, na sigla em inglês), o ciclone alcançou intensidade equivalente à de um furacão de categoria 5, a mais alta da escala, na última terça-feira (20).

No mesmo dia, a pressão atmosférica em seu centro foi estimada em 895 hPa, um valor característico de tempestades extremamente intensas.

Nesta quarta-feira (21), o Champi começou a perder força, mas ainda mantém ventos intensos. O ciclone avança pelo Oceano Pacífico em direção à região entre Taiwan e o sul do Japão.

Quando passou perto de Guam, território insular dos EUA na Micronésia, o olho do tufão tinha apenas 8 a 10 quilômetros de largura, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos na ilha.

Dias depois, imagens do sistema mostravam um olho com cerca de 56 quilômetros.

Com esse pico, o Champi se tornou o ciclone tropical mais forte de 2026, segundo uma publicação da Nasa, a agência espacial norte-americana, que cita umSupertufão Champi chega a 296 km/h e forma olho gigante no Pacífico levantamento do The Weather Network.

Imagem de satélite de alta resolução mostra o olho do supertufão Champi no Oceano Pacífico, nesta terça-feira (20).

A mudança no tamanho do olho ocorreu enquanto o tufão passava por uma reorganização interna comum em tempestades muito fortes.

💨 ENTENDA: o olho é a área de relativa calmaria no centro do tufão. Ao redor dele fica uma faixa de nuvens muito carregadas, chamada parede do olho, onde se concentram os ventos mais fortes e as chuvas mais intensas.

Em ciclones desse porte, uma segunda faixa de nuvens e tempestades pode começar a se formar mais afastada do centro e passar a envolver a parede original.

Aos poucos, essa nova faixa ganha força enquanto a anterior enfraquece. Quando ela assume o lugar da primeira, o tufão fica com um olho maior, e a velocidade dos ventos pode diminuir por algum tempo antes de voltar a aumentar.

Agora no g1

Meteorologistas identificaram sinais de que o Champi passou justamente por esse processo. Isso ajuda a explicar por que seu olho aumentou várias vezes de tamanho em poucos dias mesmo enquanto o sistema continuava extremamente intenso.

A combinação chamou atenção porque tempestades com ventos tão fortes costumam concentrar sua maior intensidade em uma região menor perto do centro.

Perfis especializados em meteorologia chegaram a sugerir nas redes sociais que o Champi poderia ter se aproximado do limite de força possível para um tufão com um núcleo tão grande.

A afirmação, porém, não foi feita pelo JTWC nem pela Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês).

Astronauta da Nasa flagra fenômeno luminoso raro durante tempestade vista do espaço; entenda

Em fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entenda

O teste de DNA em osso que pode reescrever a história do Egito antigo

Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa 'mais brilhante do ano'