A tempestade atingiu intensidade equivalente à categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson. As previsões indicam risco de ondas gigantes, chuvas torrenciais e inundações. Taiwan e ilhas do sul do Japão estão entre as áreas ameaçadas.

No último domingo (18), Champi passou próximo a Guam, território norte-americano no Pacífico. Diante da ameaça, o governo dos Estados Unidos aprovou uma declaração de emergência para a ilha, autorizando o envio de ajuda federal.

Veja, em quatro pontos, o que caracteriza um supertufão, como ele se forma e quais regiões do planeta enfrentam esses fenômenos.

1. O que é um supertufão?

Supertufão é a classificação de um ciclone tropical de extrema intensidade que se forma no noroeste do Oceano Pacífico. Segundo o JTWC, o fenômeno recebe esse nome quando seus ventos sustentados atingem pelo menos 240 km/h.

Tufões, furacões e ciclones tropicais são manifestações do mesmo fenômeno meteorológico. Os nomes variam conforme a região: furacões no Atlântico Norte e no nordeste do Pacífico; tufões no noroeste do Pacífico; e ciclones tropicais em outras áreas, como o Oceano Índico e o Pacífico Sul.

Um supertufão apresenta intensidade equivalente à de um furacão de categoria 4 ou 5, os níveis mais elevados da escala Saffir-Simpson.

2. Como um supertufão se forma e por que é tão devastador?

Os supertufões se formam sobre águas oceânicas muito quentes, geralmente acima de 26,5 °C. O calor favorece a evaporação da água, que sobe na atmosfera e se condensa, liberando energia para alimentar a tempestade. Com umidade abundante e condições favoráveis de vento, o sistema ganha força.

Os ventos extremos destroem construções e derrubam árvores. Ao mesmo tempo, a combinação de ventos e baixa pressão atmosférica eleva o nível do mar junto à costa, provocando inundações.

As chuvas intensas também causam enchentes e deslizamentos de terra, especialmente em regiões montanhosas. No mar, ondas gigantes ameaçam embarcações e áreas costeiras, inclusive longe do centro da tempestade.

3. Como os meteorologistas acompanham a trajetória de um supertufão?

Satélites meteorológicos monitoram o deslocamento e a intensidade dos supertufões. Boias oceânicas, radares e aeronaves especializadas fornecem dados sobre ventos, pressão atmosférica e temperatura.

Os meteorologistas utilizam essas informações em modelos computacionais para calcular a trajetória e possíveis mudanças de intensidade da tempestade. Os centros meteorológicos atualizam as previsões conforme recebem novos dados.

O chamado cone de previsão mostra a margem de incerteza sobre a posição futura do centro da tempestade, mas não delimita toda a área de risco. Ventos fortes, chuvas e inundações também atingem localidades fora desse cone.

4. Quais regiões do planeta estão mais sujeitas a ciclones tropicais extremos?

O noroeste do Pacífico concentra a maior atividade de ciclones tropicais do planeta. Filipinas, Japão, China, Taiwan e Vietnã estão entre os territórios mais expostos. Nas Filipinas, cerca de 20 ciclones tropicais entram anualmente na área de monitoramento meteorológico do país, embora nem todos atinjam a costa.

No Atlântico, o Caribe, o Golfo do México e o litoral dos Estados Unidos enfrentam furacões intensos. No Oceano Índico, Índia, Bangladesh, Madagascar e Moçambique também registram tempestades de grande força.

No Atlântico, a temporada oficial de furacões vai de junho a novembro. Já no noroeste do Pacífico, os tufões ocorrem durante todo o ano, com maior atividade entre julho e outubro.

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