# XP prevê temporada de balanços no 3T26 forte para poucas empresas e fraca para muitas

- Seção: Economia
- Fonte: InfoMoney (https://www.infomoney.com.br/mercados/xp-preve-temporada-de-balancos-no-3t26-forte-para-poucas-empresas-e-fraca-para-muitas/)
- Publicado em: 2026-10-21T19:30:00.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1290169-xp-preve-temporada-de-balancos-no-3t26-forte-para-poucas-empresas-e-fraca-para

> A XP Investimentos espera resultados desiguais entre os setores da Bolsa no terceiro trimestre de 2026 (3T26), com óleo, gás e petroquímicos liderando o crescimento operacional, enquanto mineração e siderurgia e varejo devem enfrentar maior pressão.

Na cobertura da corretora, o avanço do petróleo deve impulsionar os resultados das empresas de energia, enquanto custos elevados e o consumo pressionado devem pesar sobre outros segmentos.

Em óleo, gás e petroquímicos, a XP projeta alta de 46,6% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) na comparação anual. O desempenho deve ser sustentado pelo preço médio do petróleo Brent, que subiu 34,2% no 3T26 ante igual período de 2025. Segundo a corretora, o setor deve contribuir com 13,1 pontos percentuais para o crescimento do EBITDA agregado das empresas sob sua cobertura.

Na visão dos analistas Regis Cardoso e Enzo Sozzi, a PRIO ( PRIO3 ) está bem posicionada para capturar os benefícios de curto prazo do petróleo elevado, sustentada pela produção recorde, após o ramp-up de Wahoo e a maior produção de Peregrino e Albacora Leste.

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A Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ) também deve entregar resultados sólidos. A XP projeta queda do EBITDA, apesar de preços internacionais de derivados mais fortes e da maior produção de petróleo no trimestre. Ainda assim, os dividendos devem crescer na comparação sequencial, sustentados por maiores entradas da subvenção do governo aos combustíveis.

Brava ( BRAV3 ) e PetroReconcavo ( RECV3 ), por sua vez, devem ver parte do benefício do petróleo elevado compensada por suas estruturas de hedge.

As grandes distribuidoras de combustíveis, Vibra ( VBBR3 ) e Ultrapar ( UGPA3 ), também se beneficiaram indiretamente, já que os preços domésticos dos combustíveis ficaram bem abaixo da paridade de importação. Esse ambiente tende a favorecer as distribuidoras com maior participação de produtos da Petrobras no seu mix de suprimento.

O setor de saúde também deve apresentar desempenho positivo, com crescimento esperado de 8,5% no EBITDA em um ano. A XP prevê mais um trimestre sólido para as operadoras de planos de saúde, beneficiadas por tendências operacionais favoráveis, enquanto as empresas de diagnóstico devem manter o ritmo forte de crescimento. Já os hospitais devem se beneficiar de tíquetes médios mais elevados.

Na outra ponta, mineração e siderurgia devem registrar queda de 20,9% no EBITDA em relação ao 3T25. A XP destaca a persistência da pressão de custos, com fretes elevados e preços realizados mais baixos do minério de ferro afetando as mineradoras, especialmente CSN Mineração ( CMIN3 ) e Vale ( VALE3 ). A Gerdau ( GGBR4 ) deve ser uma exceção no setor, com crescimento projetado de 34% no EBITDA na comparação anual.

No varejo, a corretora espera um trimestre fraco, diante do cenário macroeconômico adverso e da pressão sobre o consumidor, fatores que devem afetar as receitas e as margens das empresas. Cerca de 68% das companhias do setor acompanhadas pela XP devem apresentar contração da margem EBITDA. Azzas ( AZZA3 ), Natura ( NATU3 ) e Vivara ( VIVA3 ) aparecem como os principais destaques negativos nas projeções da instituição.

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Papel e celulose

Em papel e celulose, preços realizados menores devem pressionar os resultados, mesmo com a recuperação dos volumes vendidos. A Suzano ( SUZB3 ) deve se beneficiar de maiores volumes de celulose, leve redução do custo caixa e consolidação inicial da Arbex, enquanto a Klabin deve avançar em volumes de celulose, papel e embalagens e capturar reajustes parciais de preços. Em ambas, porém, custos elevados devem limitar os ganhos.

Em Telecomunicações, a XP espera que a Vivo ( VIVT3 ) seja o destaque do trimestre, mantendo forte momentum operacional sem desaceleração relevante no crescimento da receita de serviço móvel.

Para a TIM ( TIMS3 ), a corretora prevê uma tendência mais fraca na receita de serviço móvel, com o pós-pago seguindo como principal vetor de crescimento e o pré-pago ainda para trás. Na rentabilidade, esperamos que o EBITDA cresça acima da receita, com nova expansão de margem na base anual, embora o lucro líquido deva cair em relação ao mesmo período do ano passado.

Em Tecnologia, analistas projetam que a TOTVS ( TOTS3 ) entregue mais um trimestre sólido, com crescimento saudável da receita recorrente e das adições de ARR.

A Bemobi ( BMOB3 ) também deve reportar um trimestre sólido, com forte crescimento de receita, Pagamentos e SaaS.

Já a LWSA ( LWSA3 ) deve entregar um trimestre misto, com crescimento mais fraco da receita contrastando com forte alavancagem operacional e geração de caixa

A Intelbras ( INTB3 ) deve reportar um trimestre positivo, com crescimento modesto da receita nas comparações anual e sequencial e lucro crescendo acima da receita. As margens brutas devem melhorar na base anual, mas contrair em relação ao trimestres anterior, à medida que se dissipa o benefício da venda de estoques de menor custo e a reposição a custos mais altos pesa sobre a rentabilidade.

A expectativa da XP é de um desempenho mais fraco no setor de incorporação, com os

resultados operacionais indicando moderação da atividade em relação aos trimestres recentes. Os lançamentos vieram, em geral, abaixo do esperado, refletindo uma postura mais cautelosa das incorporadoras diante de um cenário ainda desafiador de acessibilidade e de juros altos.

As vendas também desaceleraram na maioria dos segmentos, enquanto os distratos subiram de forma relevante, resultando em VSO (vendas sobre oferta) menor e em um desempenho operacional menos favorável no geral.

De formal geral, a corretora espera uma temporada de resultados mais mista, com as incorporadoras de baixa renda relativamente mais resilientes que o restante do setor.

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