# Amamentação exige aprendizado e rede de apoio, destaca pediatra da Unimed Cuiabá

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/especial-publicitario/unimed-cuiaba-unimed-cuiaba-ha-50-anos-cuidando-de-geracoes/noticia/2026/10/21/amamentacao-exige-aprendizado-e-rede-de-apoio-destaca-pediatra-da-unimed-cuiaba.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-21T20:49:37.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1291362-amamentacao-exige-aprendizado-e-rede-de-apoio-destaca-pediatra-da-unimed-cuiaba

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Assessoria | Unimed Cuiabá

O sucesso da amamentação não depende apenas da mãe: exige aprendizado, orientação profissional e uma rede de apoio preparada para acolher a família. Esse é um dos pontos destacados pela pediatra e neonatologista Elibene de Almeida Orro Junqueira, da Unimed Cuiabá, em entrevista ao Unicast, o podcast da Cooperativa, sobre os desafios e benefícios do aleitamento materno.

Com mais de 30 anos de experiência na pediatria, a médica explica que amamentar é uma habilidade desenvolvida pela mãe e pelo bebê, especialmente nos primeiros dias de vida. As mudanças hormonais do pós-parto e a adaptação à nova rotina podem gerar insegurança, tornando o acompanhamento profissional ainda mais importante.

“A gente pensa erroneamente que tanto a mãe quanto o bebê já sabem o que fazer. Na realidade, tanto a mãe quanto o bebê têm que aprender”, afirma.

A especialista destacou a importância da chamada “hora de ouro”, que é a primeira hora, após o nascimento. Quando o bebê apresenta boa vitalidade e não precisa de intervenções imediatas, o contato pele a pele favorece o vínculo afetivo e estimula a liberação de ocitocina, hormônio relacionado à ejeção do leite.

Elibene também ressalta o papel do colostro, primeiro leite produzido após o parto, rico em componentes imunológicos que ajudam a proteger o recém-nascido. Para bebês prematuros ou internados em UTI Neonatal, o leite materno tem papel ainda mais importante. Conforme a condição clínica, a equipe pode orientar a ordenha e administrar pequenas quantidades de colostro diretamente na boca do bebê, prática conhecida como colostroterapia.

Segundo a pediatra, a composição do leite materno se adapta às necessidades de cada criança, inclusive dos prematuros, fornecendo nutrientes e fatores de proteção essenciais ao desenvolvimento.

Dor durante a amamentação merece atenção

A pega correta é fundamental para evitar dores e fissuras nos mamilos. Elibene explica que o bebê deve abocanhar boa parte da aréola, e não apenas o bico do peito, para retirar o leite adequadamente.

“A regra de ouro é: pega adequada é aquela que não dói. Se doeu, está errado”, orienta a pediatra.

A médica também esclarece que o tamanho das mamas não determina a quantidade de leite produzida. A produção é estimulada pela sucção do bebê, e a amamentação em livre demanda ajuda a regular esse processo.

Elibene relata que frequentemente encontra mães com dúvidas sobre choro, perda de peso e a impressão de que o leite é insuficiente. Ela explica que a perda de peso nos primeiros dias pode fazer parte da adaptação fisiológica do recém-nascido, mas a avaliação pediátrica é fundamental para acompanhar o peso e verificar se a alimentação está adequada.

Introdução alimentar e retorno ao trabalho

A pediatra ressalta que o leite materno fornece a hidratação necessária durante os primeiros seis meses. Por isso, no aleitamento materno exclusivo, não é preciso oferecer água, chás ou sucos, mesmo em regiões quentes como Cuiabá.

A recomendação é manter o aleitamento exclusivo até os seis meses e, depois, introduzir outros alimentos com orientação profissional, continuando a amamentação até os dois anos ou mais. A especialista também alerta para o uso de chupetas e mamadeiras, que podem interferir na amamentação, e ressalta que fórmulas infantis devem ser utilizadas apenas quando houver indicação profissional.

O retorno ao trabalho é outro desafio discutido no podcast. Com planejamento, ordenha e armazenamento adequado do leite, a mãe pode manter o aleitamento durante esse período. A organização da rotina e o conhecimento dos direitos relacionados às pausas para amamentação também ajudam nessa transição.

Benefícios para a mãe

Além de contribuir para a nutrição e a proteção do bebê, a amamentação está associada à redução do risco de câncer de mama e de ovário. Também favorece a recuperação pós-parto, auxiliando na involução uterina e contribuindo para reduzir o risco de hemorragia.

Elibene reforça a importância de a rede de apoio ajudar nas tarefas domésticas e oferecer suporte à mãe, permitindo que os pais se dediquem ao vínculo com o filho.

“A rede de apoio existe não para cuidar do bebê no lugar dos pais, mas para cuidar da mãe e dos afazeres da casa, permitindo que a mãe e o pai se dediquem a criar esse vínculo inestimável com o filho. O leite materno são gotas de amor e de vida”, conclui.

Médico(a) Responsável: Dra. Elibene de Almeida Orro Junqueira, inscrito(a) no CRM-MT 2113, com RQE 1130 em Pediatria e Neonatologia

Unimed Cuiabá - Registro ANS: nº 34208-4

Reportagem completa: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/especial-publicitario/unimed-cuiaba-unimed-cuiaba-ha-50-anos-cuidando-de-geracoes/noticia/2026/10/21/amamentacao-exige-aprendizado-e-rede-de-apoio-destaca-pediatra-da-unimed-cuiaba.ghtml

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