Uma operação policial que tinha como objetivo apurar uma denúncia de desmatamento ilegal, em uma fazenda de Brejolândia, no sudoeste da Bahia, encontrou uma suspeita de trabalho análogo à escravidão na propriedade.
A situação é investigada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que abriu um inquérito nesta quarta-feira (21) sobre o caso.
Segundo a Polícia Militar (PM), as vítimas são um homem e uma mulher, que formam um casal e moram na fazenda, na comunidade de Lagoa Nova, zona rural do município.
Os dois foram flagrados pelos policiais em condições de trabalho degradantes, enquanto atuavam na confecção e embalagem de carvão.
Ação para apurar denúncia de desmatamento ilegal encontra suspeita de trabalho análogo à escravidão na Bahia
A ação foi realizada pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Lençóis), da Polícia Militar da Bahia (PMBA), em atendimento a uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), no âmbito da Operação Protetor dos Biomas.
Durante a fiscalização, os policiais constataram a desmatamento ilegal de vegetação nativa em uma área de aproximadamente cinco hectares. Entre as espécies arbóreas cortadas, estavam angico e aroeira.
Além do casal, uma terceira pessoa trabalhava na propriedade, com o corte da madeira. Para isso, eram utilizadas duas serras elétricas. Os equipamentos e 30 pacotes de carvão vegetal foram apreendidos.
Todo o material e as três pessoas encontradas com eles foram apresentadas na Delegacia de Brejolândia, onde o caso foi registrado. As irregularidades ambientais serão apuradas.
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