O Corinthians quitou aproximadamente R$ 8 milhões à PGFN , que é a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Os montantes referem-se a parcelas em atraso do acordo firmado entre o clube e a entidade.

Apesar disso, ainda há R$ 19 milhões de parcelas anteriores em atraso. O clube promete que vai resolver isso o mais rápido possível para que o acordo não seja rompido e as execuções não aconteçam.

O Corinthians vive uma grande crise financeira, com R$ 2,8 bilhões em dívidas, segundo o último balancete em que apresentou os valores, além de ter apresentado um déficit de R$ 278 milhões até julho de 2026, bem acima dos R$ 77 milhões previstos no orçamento.

A diretoria corintiana também tenta quitar os valores em atraso com os jogadores. São três meses em débito em relação aos direitos de imagem, totalizando R$ 30 milhões.

O acordo entre Corinthians e PGFN

O acordo foi fechado em 5 de setembro e previa um desconto de 46% sobre a dívida total, que ultrapassava R$ 500 milhões. O clube se comprometeu a pagar R$ 679 milhões em 120 meses. Após pagar as prestações entre fevereiro e maio, passou a atrasar.

Com essa renegociação, o Timão viu o valor passivo total da dívida ser reduzido em R$ 200 milhões pela operação.

O que está em jogo

Se o Corinthians não regularizar a situação, o acordo pode ser revogado. A PGFN também pode executar a garantia oferecida no contrato: o Parque São Jorge, avaliado em mais de R$ 600 milhões, e valores a receber com a Timemania.