A Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) sustenta que os sistemas de recomendação, as ferra,mentas de inteligência artificial e os mecanismos de distribuição de anúncios da Meta beneficiaram a candidatura de Flávio e prejudicaram a de Lula. A empresa é dona do Instagram, Facebook e WhatsApp.
A campanha sustenta que mecanismos de recomendação e distribuição de conteúdo favorecem Flávio nas redes sociais . A Meta nega tratamento preferencial a qualquer posicionamento político e diz que eventuais falhas técnicas não representam direcionamento.
Em entrevista nesta 4ª feira, o ministro Sidônio Palmeira, agora porta-voz da campanha de Lula, disse que o partido busca medidas no TSE para que a atuação da empresa seja investigada.
“É uma preocupação muito grande em outros países, em relação à interferência das big techs nas eleições e na democracia dos países. Nós não vamos aceitar esse tipo de coisa” , declarou no QG da campanha, no Lago Sul de Brasília.
Camilo Santana, também porta-voz, estava presente. Afirmou que a campanha considera a disputa apertada e vê o alcance nas redes sociais como um fator relevante na eleição. Segundo ele, o objetivo é garantir condições equilibradas entre os candidatos.
Santana citou questionamentos sobre o alcance de publicações políticas e mencionou manifestações de auditores independentes da Organização das Nações Unidas. Nesta 4ª feira (21.out), eles pediram que a empresa avalie se seus sistemas restringiram de forma desproporcional um dos lados da disputa eleitoral . O grupo também cobrou explicações e medidas de reparação.
A iniciativa ocorre depois de a campanha de Lula relatar problemas na distribuição de conteúdo político nas plataformas da Meta . Entre os episódios mencionados estão restrições à promoção de publicações do presidente no Instagram e recomendações de canais favoráveis a Flávio no WhatsApp.
TSE cobra explicações
Na 3ª feira (20.out), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, reuniu representantes da Meta e das duas campanhas para discutir o cumprimento de uma decisão que exige tratamento igualitário na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios.
Nesta 4ª feira (21.out), o tribunal também deu prazo de 24 horas para o Ministério Público Eleitoral avaliar as medidas adotadas pela plataforma. A decisão ocorre em meio às reclamações da campanha petista sobre o alcance de publicações e o funcionamento das ferramentas de inteligência artificial.
A empresa nega favorecer candidatos ou direcionar politicamente seus sistemas. Em nota, declarou que os usuários podem se expressar livremente em seus aplicativos, sem tratamento preferencial a posições políticas, e que eventuais problemas técnicos são corrigidos quando identificados.
A campanha pede que a Justiça Eleitoral apure se a atuação das plataformas afetou a igualdade de condições entre os candidatos. Caberá ao TSE analisar os argumentos e decidir sobre os pedidos apresentados.
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