Embora não tenha sido eleito para o cargo de deputado estadual, Jerson Domingos ocupava a segunda posição na lista de suplentes. Com a anulação dos votos recebidos por ele, a ordem de suplência da respectiva legenda foi atualizada.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp
Marcelo Miranda (PP) passou a ocupar a primeira posição na lista de suplentes, enquanto Dione Hashioka (União) avançou para a segunda posição. Os demais candidatos também tiveram suas posições ajustadas sucessivamente.
O reprocessamento foi realizado no plenário do prédio-sede do TRE-MS, em Campo Grande. Ao final do procedimento, foi emitido o relatório Resultado da Totalização, que será anexado ao processo de Apuração de Eleição.
A mudança na ordem de suplência não altera os candidatos eleitos para o cargo de deputado estadual, conforme o juiz auxiliar da presidência do TRE-MS, Luís Felipe Medeiros.
A retotalização foi realizada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dar provimento, por unanimidade, ao recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), reformando a decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), que havia deferido o registro de candidatura.
Agora no g1
Por que Jerson Domingos teve a candidatura indeferida?
O pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral apontou a suposta participação de Jerson Domingos em uma organização criminosa investigada no âmbito da Operação Omertà.
Segundo o documento, ele foi denunciado e responde a um processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Jerson foi apontado como uma das pessoas que teriam praticado o crime de impedimento ou embaraço à investigação de organização criminosa, em sua forma majorada.
A Procuradoria Eleitoral sustentou que o pedido de impugnação buscava proteger o processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.
Candidatura de Jamilson Name ainda será julgada
Outro candidato que teve a candidatura contestada pelo Ministério Público Eleitoral foi Jamilson Name (PP). Até o momento informado no processo, o pedido de impugnação ainda será julgado, e a data da análise não havia sido definida.
No caso de Jamilson, o procurador regional eleitoral Silvio Pettengill Neto afirma que o candidato é réu em um processo relacionado à Operação Omertà, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Segundo a Procuradoria, Jamilson responde por crimes como organização criminosa, exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro.
O documento também aponta que, após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho, Jamilson teria ganhado espaço no grupo investigado e passado a exercer maior liderança na exploração ilegal do jogo do bicho, conforme a acusação.
Com base nos desdobramentos da Operação Omertà, o Ministério Público Eleitoral pede que seja reconhecida a inelegibilidade do candidato.
A Procuradoria também menciona uma condenação de Jamilson na sexta fase da operação. Segundo o órgão, ele recebeu pena de oito anos de prisão e 26 dias-multa por integrar organização criminosa armada. A sentença, no entanto, ainda é alvo de recurso.
O TRE-MS informou que a cerimônia de recontagem também poderá considerar eventuais decisões posteriores do TSE, proferidas até o horário previsto para o procedimento.

