O resultado das urnas, em 30 de outubro, confirmou a vitória de Lula, mas por uma margem consideravelmente menor. O petista recebeu 50,90% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro terminou com 49,10%, uma diferença de apenas 1,80 ponto percentual.
Quatro anos depois, Lula volta a disputar a Presidência contra um integrante da família Bolsonaro. Desta vez, o adversário é o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece numericamente à frente nas pesquisas mais recentes, em cenário de empate técnico.
A comparação com 2022 mostra como a distância registrada pelos institutos às vésperas da eleição pode diferir do resultado final.
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O que mostrava o Datafolha em 27 de outubro?
Na última quinta-feira antes da votação de 2022, o Datafolha registrava Lula com 49% das intenções de voto, ante 44% de Bolsonaro. Outros 5% pretendiam votar em branco ou anular o voto, enquanto 2% estavam indecisos.
Nos votos válidos, considerados para definir o vencedor da eleição, Lula aparecia com 53%, contra 47% do adversário.
A distância havia aumentado em relação à pesquisa anterior, quando o instituto apontava 52% para Lula e 48% para Bolsonaro. O petista permaneceu estável nas intenções totais, enquanto o então presidente oscilou um ponto percentual para baixo, dentro da margem de erro.
A pesquisa foi realizada depois de um dos episódios mais turbulentos daquela campanha: o ex-deputado Roberto Jefferson, aliado de Bolsonaro, atacou policiais federais com tiros e granadas durante uma tentativa de prisão, em 23 de outubro.
O caso dominou o noticiário e provocou reações das duas campanhas. Apesar da repercussão, os dados do Datafolha não permitem determinar o impacto específico do episódio sobre a intenção de voto.
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Ipec apontava vantagem ainda maior
O Ipec, em levantamento divulgado em 24 de outubro, apresentava uma diferença de oito pontos percentuais nos votos válidos, Lula tinha 54% e Bolsonaro, 46%. Nas intenções totais, o petista registrava 50%, contra 43% do então presidente. Outros 5% declaravam voto branco ou nulo e 2% não sabiam responder.
Assim, os dois levantamentos indicavam uma vitória de Lula, embora apresentassem diferenças na dimensão de sua vantagem.
O Datafolha estimava uma vantagem 4,2 pontos percentuais maior que a registrada nas urnas. No caso do Ipec, a diferença entre a distância projetada e a efetivamente observada foi de 6,2 pontos.
Lula terminou a eleição com 60.345.999 votos, contra 58.206.354 de Bolsonaro, segundo o TSE. A distância foi de 2.139.645 votos, na disputa presidencial mais apertada desde a redemocratização.
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E o que muda na eleição de 2026?
O cenário atual é diferente daquele registrado na reta final de 2022. Na ocasião, Lula aparecia à frente em diferentes institutos. Agora, Flávio Bolsonaro tem pequena vantagem numérica sobre o presidente, dentro da margem de erro.
No Datafolha divulgado em 15 de outubro, Flávio tinha 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. Já a pesquisa Quaest, divulgada no dia 14, registrava 46% das intenções totais para o senador e 44% para o presidente.
Um levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (19) também mostrou empate técnico, com 50,3% dos votos válidos para Flávio e 49,7% para Lula.
Há ainda outra diferença importante. Em 2022, Lula havia encerrado o primeiro turno com vantagem de 5,23 pontos percentuais sobre Jair Bolsonaro. Neste ano, Flávio terminou a primeira etapa à frente do petista por 1,87 ponto.
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