Segundo as contas do analista da consultoria Equilibra, Gonzalo Carrera, para evitar uma recessão técnica no terceiro trimestre, a economia argentina precisaria ter crescido mais de 8,5% ao mês em setembro, um dado improvável.
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Ele disse aio jornal Ámbito financeiro que parece até difícil evitar uma queda abrupta no mês. “Com um crescimento mensal de 1,5% em setembro, o trimestre encerraria com uma queda de 2,3%”, calculou.
A Argentina entraria em recessão porque no segundo trimestre do ano foi registrada uma queda de 0,2% no PIB.
Segundo os dados divulgados pelo Indec na quarta-feira dez setores de atividade que compõem o EMAE registraram quedas em agosto, com destaque para o de pesca (-15,7% a.a.). Os setores mais representativos que puxaram o indicador para baixo foram a indústria manufatureira (-3,2% anuais) e comércio atacadista, varejista e reparos (-3,5%), que juntos subtraíram 0,9 p.p. da variação interanual do EMAE.
Dos cinco setores de atividade que compõem o EMAE que registraram altas em agosto, destacaram-se exploração de minas e pedreiras (+ 11,1% a.a.), eletricidade, gás e água (4,3%) e hotéis e restaurantes (+3,1% a.a.).
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