Na novidade, ela interpreta dona Rita , uma moradora de Picuí, no sertão da Paraíba, que é invadida por norte-americanos com o intuito de explorar as reservas de urânio locais e, a partir do minério, desenvolver uma solução para o problema da epidemia do Aedes aegypti, responsável por transmitir a dengue, entre outras doenças.
Em entrevista à Rolling Stone Brasil , que esteve presente na estreia nacional de Yellow Cake , realizada em junho no emblemático teatro Ópera de Arame para mais de 1.500 pessoas, dona Tânia afirmou que, ao ser convidada para participar da produção, não pensou duas vezes: “Eu gosto muito de filme. Adoro filmar. O que me convida, eu vou” , declarou. “[E esse filme] é bom demais. Me deixou com muito ansiedade. A história é muito boa.”
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Assim como Sebastiana , Rita também é uma mulher decidida, sem receio de expressar as suas opiniões e que não abre mão de fumar o seu cigarro uma vez ou outra. Porém, dona Tânia garante que a intenção não era evocar a sua personagem anterior: “Foi tudo decorado. Tudo do roteiro” , revelou a atriz, celebrando a parceria com Tiago Melo ( Azougue Nazaré ), que escreveu e dirigiu a novidade. “Ele nos dava tudo. Nós ensaiamos muitos dias” , completa.
Apesar de ter o roteiro na ponta da língua, uma cena ainda surpreendeu dona Tânia ao reassistir ao filme no Olhar de Cinema . Em uma sequência, dona Rita fuma enquanto conversa com Rúbia , personagem de Rejane Faria ( Marte Um ), que a questiona sobre os efeitos do cigarro na sua saúde. A senhora responde que fuma há anos e nunca sentiu nada, então o fumo não fazia mal a ela.
À época das gravações, dona Tânia fumava três carteiras de cigarro por dia e, assim como a sua personagem, também acreditava que o cigarro não fazia mal à sua saúde — até adoecer e precisar parar de fumar. Hoje, ao rever a cena, a reação da atriz é quase cômica: “Assistindo ao filme, eu falei: ‘Meu Deus, estou doida de dizer que não faz mal?'” , contou, ao risos.
Em entrevista à Rolling Stone Brasil, dona Tânia Maria relembra momento com cigarro em seu novo filme, Yellow Cake: ‘Meu Deus, estou doida?’ (Reprodução)
Nos elencos dos inéditos Sábado Morto , longa de Leonardo Lacca ( Seu Cavalcanti ) com Jesuíta Barbosa ( Homem com H ), e A Adoção , de Allan Deberton ( O Melhor Amigo ), dona Tânia sonha em continuar a fazer filmes e nem pensa em deixar a idade impedir de realizar esse desejo:
“Não tem idade [para sonhar]. A idade que a pessoa tem, [ela tem que ir] em frente, porque ninguém é velho, não. A idade é só número. A idade é a que a pessoa quiser” , declarou. “Eu não sou velha, não. Eu me julgo nova. Eu decoro, eu trabalho, sou artesão. Ainda faço muita coisa.”
E, tirando filmes de terror, nada ou ninguém consegue assustar dona Tânia : “[Fazer cinema] é tudo de um jeito só. Os diretores são todos iguais, eu não sei distinguir. Leonardo Lacca , Kleber , Tiaguinho … Eu não sei distinguir um do outro. Todos são bons” , afirmou. “Então fazer cinema não é uma tarefa muito difícil para a senhora?” , perguntei, na esteira de sua resposta. “É, não” , ela me respondeu, sem titubear.
Confira todas as sessões de Yellow Cake na 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo clicando aqui.
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