Morgan Stanley, Bank of America, JPMorgan, Wells Fargo e Citi estão entre as instituições que adotam medidas para conter os riscos, especialmente diante da dificuldade de distinguir atividades automatizadas autorizadas de comportamentos suspeitos.
Alguns agentes parecem tentar realizar ações que vão além das instruções recebidas dos usuários. – Imagem: Sansoen Saengsakaorat/Shutterstock
Por que os bancos estão bloqueando agentes de IA?
Em muitos casos, os próprios clientes permitem que agentes de IA acessem suas contas e fornecem as credenciais de login. A prática, porém, contraria as regras de muitos bancos, que exigem que os titulares entrem diretamente em suas contas.
A preocupação aumenta quando essas ferramentas recebem permissão para fazer compras ou transferir dinheiro. Segundo fontes ouvidas pela Axios, alguns agentes também entram em contato com centrais de atendimento ou parecem executar ações independentes das solicitações dos usuários.
O Morgan Stanley começou a bloquear agentes de terceiros em suas plataformas. JPMorgan, Bank of America e Citi também estão restringindo o acesso dessas ferramentas.
Um porta-voz do Chase recomendou que os clientes não compartilhem seus nomes de usuário e senhas com terceiros. Já um representante do Morgan Stanley afirmou que o banco não observou casos de “agentes de IA fora de controle acessando nossas plataformas”.
Como os bancos pretendem reduzir os riscos
O principal obstáculo é identificar se um agente está cumprindo uma solicitação legítima ou agindo por conta própria. Essa dificuldade preocupa executivos do setor, sobretudo quando as ferramentas têm acesso a informações financeiras e autorização para realizar operações.
Entre as alternativas e os pontos de atenção estão:
Acesso somente para leitura: permite consultar informações financeiras sem executar transações.
Controle de permissões: limita o que os agentes podem fazer nas contas dos clientes.
Monitoramento de atividades: ajuda a identificar comportamentos que não correspondem às instruções recebidas.
Planos de contingência: preparam os bancos para proteger contas e restabelecer o acesso dos clientes em caso de incidentes.
Segundo o relatório, a maioria dos bancos já permite ou está caminhando para oferecer acesso somente para leitura. O modelo também é utilizado por aplicativos de terceiros, como o Quicken, que ajuda a organizar orçamentos e outras atividades financeiras.
Com acesso livre, ferramentas de IA poderiam movimentar saldos, fazer compras ou contatar centrais de atendimento. – Imagem: Ksw Photographer/Shutterstock
O desafio de conciliar automação e segurança
As instituições reconhecem que os consumidores devem querer usar agentes de IA para realizar tarefas financeiras. Impedir completamente esse acesso, portanto, pode não ser uma solução definitiva. O objetivo é encontrar uma forma de permitir a consulta de dados e o uso dessas ferramentas sem expor os clientes a operações indesejadas.
Os bancos estão investindo em prevenção e preparando respostas para possíveis incidentes . Segundo fontes ouvidas pela Axios, os planos incluem medidas para proteger contas e recuperar rapidamente o acesso dos usuários.
A velocidade de evolução da inteligência artificial torna esse trabalho mais difícil. Novas vulnerabilidades podem surgir em tempo real, exigindo que as instituições adaptem suas defesas enquanto tentam acompanhar a expansão dessas ferramentas.
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