Luiz Fernando dos Santos, de 46 anos, motorista de aplicativo baleado na cabeça na Colônia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, na noite desta quarta-feira (21), trabalhava com aplicativo de corridas havia apenas duas semanas.

A informação foi dada esposa da vítima na manhã desta quinta (22). Luiz foi atacado quando passava pela Rua Sampaio Correia.

Segundo a Polícia Militar, Luiz Fernando teve o carro fechado por dois criminosos armados que estavam em uma moto e atiraram contra o veículo. Imagens feitas após o crime mostram pelo menos duas marcas de tiros na lataria.

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Uma das linhas de investigação é que criminosos do Comando Vermelho (CV) tenham confundido o motorista com um miliciano que circula pela região. A área é alvo de disputa entre traficantes e milicianos.

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Renata Vianna, esposa de Luiz, contou que o marido havia recorrido ao trabalho por aplicativo depois de fechar uma empresa do ramo de pet shop.

“Ele tinha uma empresa, fechou e começamos a ter problemas. Aí, e eu falei: ‘Começa a fazer Uber, já que você pode fazer, que tem habilitação para isso’. Tem duas semanas que ele começou a rodar. Ele não sabia mexer muito no aplicativo e não sabia que ali tinha comunidade”, contou a mulher ao tentar visita-lo no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, na Zona Sul.

Segundo Renata, policiais militares foram até a casa do casal por volta das 3h para avisar sobre o ataque. Ela disse que estranhou a demora do marido porque ele costumava responder às mensagens.

“Ele nunca ficou sem responder às minhas mensagens. Ele tinha me deixado na igreja e iria me buscar. Eu pensei que ele estivesse em uma corrida, ocupado. Eu estava esperando ele. Mas acabei indo para casa. Por volta das 3h, acordei com a polícia batendo na minha porta para contar o que houve. Segundo os policiais, ele estava levando um passageiro quando foi atacado”, relatou.

Carro onde estava Luiz Fernando ficou com marcas de tiros

Luiz Fernando foi levado inicialmente para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Durante a madrugada, foi transferido para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, onde permanece internado em estado grave.

A esposa afirmou que ainda tentava conseguir informações mais detalhadas sobre o quadro de saúde do marido.

“Eu estou em choque. Eu sou apaixonada por ele. Eu preciso que o estado o acolha, que ele tenha atendimento”, disse Renata.

O caso é investigado pela 32ª DP (Taquara). Agentes estiveram no local do ataque e realizaram perícia.