Chegou ao 2º dia, o julgamento de Vinicius Wallace do Casal Marinho e Railson Ferreira da Silva, acusados pela morte de Jaiane Lemos e Everaldo Oliveira. Durante as sessões, familiares e amigos relembram a dor e o impacto do crime, especialmente dos filhos das vítimas.

"A gente tem que pensar que três crianças ficaram órfãs. Claro que a família vai fazer todo o possível, mas nada substitui um pai e uma mãe", destaca a prima de Everaldo, Daiene Bizinela.

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O crime foi cometido na frente da filha do ex-casal, que na época tinha menos de dois anos. Além dela, os dois filhos de Everaldo também ficaram órfãos.

Segundo Daiene, as crianças são as mais afetadas. O filho mais velho de Everaldo, por exemplo, morava com o pai e tinha ele como principal responsável. Depois do crime, precisou mudou de estado para morar com a avó no interior do Amazonas.

"Ele perdeu tudo. Ele perdeu a casa que ele morava. Ele perdeu a escola onde ele estudava. Ele perdeu a cidade dele, todos os amigos, todo o convívio que ele tinha e foi para um lugar onde, infelizmente, o estudo é precário. Quais são as chances dele, agora, de mudança de vida?", lamenta.

A família cobra a condenação dos dois acusados e afirmou que espera que a Justiça considere as consequências do crime para as famílias das vítimas.

“Ele não tirou só duas vidas. Ele tirou a coisa de muito mais gente”, disse.

Julgamento do caso Jaiane e Everaldo

No primeiro dia de julgamento, todos os depoimentos foram ouvidos até às 20h. Nesta quinta-feira (22), o júri continua com a fala da promotoria e dos advogados de defesa. A previsão é que o julgamento acabe durante a noite.

No total, 14 testemunhas foram indicadas pelas partes para serem ouvidas durante o Tribunal do Júri. Entre elas, a mãe de Jaiane Lemos, uma das primeiras a depor. Os réus vão ser julgados por feminicídio e homicídio.

Jaiane Lemos e Everaldo Oliveira