Os contratos de arrendamento operacional e financeiro que ainda não estão registrados no balanço da companhia somam US$ 355,7 bilhões, segundo documento apresentado pela empresa nesta quinta-feira. O montante inclui contratos de leasing de centros de dados e infraestrutura energética com início entre o restante deste ano e 2036.

Em 30 de setembro, a companhia também possuía US$ 454,5 bilhões em contratos de curto e longo prazo que não podem ser cancelados. Muitos deles estão ligados à compra de capacidade de computação em nuvem de terceiros, acordos de fornecimento de energia para data centers e produtos de hardware para consumidores da divisão Reality Labs.

A Meta afirmou ainda que está comprometida a adquirir até US$ 14,7 bilhões em capacidade de computação em nuvem ao longo de cinco anos. Esse valor, contudo, pode ser reduzido caso o provedor dos serviços venda parte dessa capacidade para outros clientes.

Na divulgação de resultados trimestrais realizada na quarta-feira, a gigante das redes sociais elevou sua projeção de investimentos (capex) para o ano e anunciou uma nova classe de ações sem direito a voto, que poderá ser usada futuramente para ajudar a financiar aquisições e outras despesas.

Meta: ação recua com investidores olhando crescimento da Muse e alta de custos de IA

A reação negativa ocorre apesar de a Meta ter divulgado na véspera uma receita trimestral ⁠acima ‌do esperado

Meta tem lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026

Já a receita da dona do Facebook foi de US$ 64,60 bilhões no período, acima da expectativa dos analistas de US$ 63,34 bilhões

Em julho, a Meta havia informado compromissos futuros de gastos de quase US$ 700 bilhões, reforçando a escalada dos investimentos da companhia na corrida pela inteligência artificial.

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