A campanha Vote Segura elaborou um guia com um conjunto de boas práticas legislativas para orientar a formulação de programas de mandato, projetos de lei, atividades de fiscalização e articulação política.

Cresce número de mulheres eleitas para o Congresso Nacional.

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Justiça torna ré PM por homicídio de mulher na zona leste de SP.

O objetivo é qualificar o debate público e subsidiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra o público feminino. As mulheres representam 51,5% da população brasileira de 213,4 milhões de habitantes.

O guia reúne 11 recomendações para os próximos parlamentares eleitos:

priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;

estruturar políticas públicas permanentes;

fortalecer a coordenação entre os entes federativos;

promover a integração entre diferentes políticas públicas;

basear decisões em evidências e dados confiáveis;

incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;

fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;

estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;

adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;

produzir impactos mensuráveis;

evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.

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Um post compartilhado por Rede Justiça Criminal (@redejusticacriminal)

A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que as mulheres brasileiras estão com medo, e com razão. Elas mudam suas rotinas , compartilham a localização em tempo real quando saem à noite, preocupam-se com a própria segurança.

“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça.”