Com isso, a expansão em 12 meses desacelerou de 9,2% para 8,3%, queda de 9 pontos-base, ou 0,9 ponto percentual. As concessões de crédito caíram 3,2% no mês. O ritmo acumulado em 12 meses recuou de 10,7% para 9,9%. Leia a íntegra (PDF – 346 KB).

SALDO DE CRÉDITO

Na carteira de recursos livres das famílias, a alta foi de 0,2% no mês e de 9,8% em 12 meses. De acordo com a Febraban, a expansão mensal foi sustentada pelo crédito rotativo. A entidade classifica o movimento como ponto de atenção pelo elevado endividamento familiar.

As modalidades de cartão à vista e de financiamento de veículos recuaram.

Na carteira direcionada às famílias, o saldo subiu 0,1% no mês e 9,6% em 12 meses. O crédito imobiliário foi o principal suporte. O crédito rural teve desempenho fraco no início do Plano Safra 2026/27, segundo a Febraban.

O crédito livre para empresas avançou 1,0% no mês e 0,3% em 12 meses. Segundo a Febraban, o resultado foi puxado por linhas externas e por desconto de recebíveis, em função do fechamento do trimestre. A linha de capital de giro caiu.

Nas operações direcionadas para empresas, o saldo avançou 0,3% no mês e acumulou alta de 15,1% em 12 meses. O resultado representa um recuo de 2,6 pontos percentuais frente ao ritmo de expansão anual observado em agosto, quando havia sido de 17,7%.

A Febraban atribui a perda de ritmo ao esgotamento de recursos nos fundos garantidores de programas do governo.

Setembro e agosto tiveram 21 dias úteis cada. Por isso, a queda de 3,2% é a mesma com ou sem ajuste por dias úteis.

Variação das concessões em setembro, segundo a Febraban:

recursos livres : -0,4% no mês e +10,7% em 12 meses;

recursos direcionados : -25,5% no mês e +2,8% em 12 meses;

pessoas físicas : -3,7% no mês e +8,8% em 12 meses;

pessoas jurídicas : -2,6% no mês e +11,1% em 12 meses.

A concessão acumulada em 12 meses de recursos direcionados caiu de 7,8% em agosto para 2,8% em setembro, 5 p.p.. Na comparação com setembro de 2025, com ajuste por dias úteis, as concessões direcionadas recuaram 28,6%.

A Febraban associa o resultado à perda de fôlego dos incentivos governamentais e do crédito rural.

No total, as concessões de setembro de 2026 cresceram 5,6% sobre o mesmo período do ano anterior no critério por dia útil:

empresas : +6,4%, com destaque para o crédito livre. A base de comparação do desconto de recebíveis foi afetada pela alta do IOF em junho de 2025;

famílias : +5,0%, com destaque para veículos, crédito imobiliário e consignado privado.

A Diretoria de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban afirma que a política monetária restrita provoca desaceleração mais relevante do crédito em setembro. Segundo a entidade, o acúmulo dos efeitos dos juros elevados chegou com mais força ao mercado de crédito.

O levantamento também identificou “deterioração adicional” na qualidade do crédito das famílias. A Febraban afirma que o quadro eleva o alerta sobre a trajetória da inadimplência, em razão do uso do rotativo em detrimento de linhas tradicionais.