A tia de uma criança de 11 anos procurou a Polícia Militar e denunciou que a sobrinho foi abusado sexualmente dentro do Educandário de Cruzeiro do Sul, interior do Acre. Equipes do Conselho Tutelar também registraram uma denúncia e o caso é investigado pela Polícia Civil.
A vítima foi transferida para outra instituição após o caso. As informações foram divulgadas apenas nesta quinta-feira (22). O menino passou por exame de corpo de delito.
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"A informação partiu de familiares da vítima, uma tia ligou para a Polícia Militar, que esteve no local dos fatos e, a partir disso, foi registrado um boletim de ocorrência e tomamos conhecimento. Desde os primeiros momentos, adotamos todos os procedimentos cabíveis para o caso", disse o delegado Heverton Carvalho à Rede Amazônica Acre.
Ao g1, a direção do abrigo informou que não pode falar sobre a situação, porém, destacou que está à disposição da polícia para apurar os fatos.
"Nossa política de atendimento é a mesma do estado porque recebemos crianças em situação judicial, sob sigilo e circunstâncias. Está sendo apurado para saber o que aconteceu e o abrigo está à disposição das autoridades para esclarecimentos dos fatos, se é que aconteceram. Estamos à disposição do delegado, as diligências estão sendo feitas e o caso apurado”, afirmou a direção.
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Ainda segundo o delegado Heverton, além da solicitação do exame de corpo de delito, a polícia já ouviu familiares, servidores, conselheiros tutelares que atenderam à vítima e a criança, com a ajuda de psicológos e assistentes sociais.
A equipe de investigação também solicitou acesso às imagens das câmeras de segurança. "A equipe esteve em campo, foi até o local do fato para conversar com os colaboradores e os diretores da instituição. Essas informações serão elaboradas em relatório e em inquérito policial. A investigação tende a apontar uma autoria em breve deste fato", complementou.
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O delegado ressaltou que o exame de corpo de delito, mesmo feito alguns dias após o crime, deve apontar lesões e demais provas que podem indicar o crime.
"As lesões ficam, então, se de fato a criança tiver sido abusada sexualmente, o corpo de delito deve apontar o grau das lesões. O fato é, se tratando de estupro de vulnerável, o simples ato libidinoso, adverso a conjunção carnal, já é considerado crime", destacou.
Possível omissão do abrigo
A Polícia Civil investiga também uma possível omissão por parte da direção do abrigo. A suspeita é de que a direção não tenha relatado o crime de imediato às autoridades.
"O procedimento ainda encontra-se em fase inicial, estamos ouvindo todos, mas, o fato é, não só em relação ao autor que cometeu o fato, mas aqueles que tomaram conhecimento, não agiram e foram omissos também serão responsabilizados", finalizou.
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