# Polícia investiga professora por suspeita de crime eleitoral e racismo após falas sobre ‘pezinho na senzala’ e fascismo em aula

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/10/22/policia-investiga-professora.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-22T17:47:10.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1305247-policia-investiga-professora-por-suspeita-de-crime-eleitoral-e-racismo-apos

> Professora é afastada após fazer comentários sobre regime fascista em Potirendaba

A Polícia Civil investiga se a professora da rede municipal de Potirendaba (SP) cometeu crimes de racismo e eleitoral durante uma aula ao fazer comentários sobre o possível cenário político no Brasil e dizer que um dos alunos estava com "pezinho na senzala". O inquérito foi instaurado pela Delegacia Seccional de São José do Rio Preto, e a professora foi afastada das atividades a partir desta quinta-feira (22).

A investigação foi instaurada pela Delegacia Seccional de São José do Rio Preto (SP). A gravação que motivou a apuração foi feita em 8 de outubro, por uma câmera de segurança da escola, e mostra a professora conversando com alunos de 11 anos. Assista acima.

Professora foi afastada em Potirenadaba (SP)

Pela imagem, é possível ouvir a professora, que não teve a identidade revelada, comentar que, caso um dos candidatos vença a eleição presidencial, o país poderá sofrer as consequências de um regime ditatorial. Durante a explicação, ela menciona o ditador italiano Benito Mussolini, o líder nazista Adolf Hitler e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Se o nazismo acontecesse hoje, ou se algum governo com o qual a gente corre esse risco, né. A gente corre muito o risco de o país virar um fascismo”, diz a professora em um trecho do vídeo.

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Em seguida, um dos alunos pergunta o que é fascismo e ela menciona a extrema direita e a expressão “Deus, pátria e família”. Na sequência, outro aluno questiona se é o mesmo que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) defende.

“Mesma coisa. É o que o Flávio Bolsonaro e os Bolsonaros querem fazer. Então, a gente corre o risco de entrar em uma era dessa, só de brancos e ricos”, comenta a professora.

Possível crime de racismo

Professora foi afastada da função em Potirenbada (SP)

A servidora ainda diz aos alunos que, neste contexto, poucos dos estudantes que estavam na sala de aula sobreviveriam. Ela aponta alguns que estariam em situação de risco considerando a cor da pele. As falas da professora também levantaram questionamentos sobre o possível caráter racista.

“Ia sobreviver pouca gente. Você ia morrer, pois você é parda [..] Ela não, ele não, pois é loirinho de olho claro”, comenta a professora.

Ao ouvir a mulher, uma criança ainda questiona: “Professora, então eu ia morrer, né?”. Então, ela responde: “Claro que iria, você está lá com um pezinho na senzala.”

🔎 Senzala era o nome dado às construções destinadas à moradia de pessoas escravizadas no Brasil, principalmente nas fazendas e nos engenhos durante o período da escravidão. Esses espaços faziam parte da estrutura do sistema escravista, marcado pela privação de liberdade, pela violência e pela exploração do trabalho de pessoas negras escravizadas.

Quando um aluno pergunta o significado da palavra, a professora responde: “É onde você estava.. morava, né?”, comenta a professora.

Professora foi afastada

O caso veio à tona depois que uma mãe procurou a prefeitura e relatou que a filha voltou para casa chorando e assustada após a aula. A denúncia foi divulgada pela prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti, nas redes sociais.

A administração municipal informou que adotou providências administrativas para apurar a conduta da professora e comunicou o afastamento da servidora, que passou a valer nesta quinta-feira (22).

A prefeitura afirmou que não compactua com discriminação ou condutas que provoquem constrangimento e sofrimento emocional aos estudantes e que o ambiente escolar deve ser um espaço de respeito e segurança.

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Reportagem completa: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/10/22/policia-investiga-professora.ghtml

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