A maior criptomoeda do mundo chegou a recuar 4%, sendo negociada em torno de US$ 81,7 mil. Tokens menores, como Ether, Solana e XRP, também registraram quedas entre 3% e 4,5%.

O movimento ocorreu em meio à repercussão de resultados mistos de empresas de tecnologia e à escalada das tensões no Oriente Médio, que impulsionaram os preços do petróleo. Bolsas na Ásia, Europa e Estados Unidos recuaram, enquanto o petróleo Brent avançou para acima de US$ 112 por barril.

A fraqueza das ações trouxe o Bitcoin de volta à sua faixa recente de negociação, afirmou Caroline Mauron, cofundadora da Orbit Markets.

“Esperamos que o nível de US$ 85 mil seja novamente testado nos próximos dias, embora a convicção dos investidores deva continuar limitada”, disse. Segundo ela, sinais mais duros do Federal Reserve também podem pesar sobre o sentimento do mercado.

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A queda em direção aos US$ 81 mil aproximou a criptomoeda de sua média móvel de 50 dias, um indicador amplamente acompanhado pelos investidores.

“Esse retorno à média móvel de 50 dias significa que os compradores não podem comemorar uma vitória rápida”, afirmou Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercados da FxPro.

Apesar da correção, a demanda institucional por Bitcoin mostrou sinais de recuperação nos últimos dias por meio dos ETFs. Os fundos negociados em bolsa de Bitcoin à vista listados nos EUA registraram entradas líquidas de US$ 1,1 bilhão nesta semana, revertendo parte das saídas líquidas de US$ 909,6 milhões observadas nas duas semanas anteriores.

O mercado de opções da plataforma Deribit continua demonstrando busca por proteção contra novas quedas. As maiores posições em aberto para opções de venda com vencimento nesta sexta-feira têm preço de exercício em US$ 78 mil.

O Bitcoin segue cerca de 35% abaixo do recorde histórico de mais de US$ 126 mil atingido há um ano. A recuperação iniciada em agosto alimentou expectativas de que a criptomoeda pudesse voltar ao patamar de US$ 100 mil ainda neste ano, mas a recente turbulência dos mercados, impulsionada em parte pelas preocupações com os gastos em inteligência artificial, moderou esse otimismo.

“O Bitcoin tem demonstrado uma resiliência impressionante diante dos choques macroeconômicos e da desmontagem das posições ligadas ao tema de IA”, afirmou Pratik Kala, gestor da Apollo Crypto. “O próximo movimento ainda deve ser de alta.”

© 2026 Bloomberg L.P.

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