“Mais que nós confiarmos, vocês vão fiscalizar, o povo brasileiro vai fiscalizar. O site é público, então vocês vão entrar minuto a minuto, hora a hora para saber quem é que está cumprindo aquilo que foi assinado aqui hoje” , declarou.

A disputa teve início no debate da Band , realizado no domingo (18.out), quando Lula desafiou Flávio a abrir seus sigilos. Na 3ª feira (20.out), o presidente encaminhou os documentos ao TSE, voltou a cobrar a divulgação dos dados e afirmou que a população deveria saber “quem é ladrão neste país, quem é corrupto” .

A campanha de Flávio respondeu com 19 exigências , entre elas a apresentação de documentos de Lula e de pessoas relacionadas ao petista desde 2003, ano em que assumiu seu 1º mandato presidencial. A equipe do senador sustenta que a divulgação deve abranger toda a trajetória de Lula no Executivo federal.

Edinho participou, ao lado de outros integrantes do PT, da mobilização para formalizar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a aceitação das 19 condições apresentadas por Flávio.

A campanha petista afirma que concordou com todas as exigências do senador e cobra que o adversário também autorize a divulgação dos documentos solicitados. Entre os dados discutidos estão movimentações bancárias, declarações fiscais e informações de familiares e empresas relacionadas aos candidatos.

Flávio, por sua vez, condiciona a apresentação de seus documentos à análise dos registros de Lula e de pessoas ligadas ao presidente. A defesa do candidato do PL afirma que é necessário verificar se todas as exigências foram efetivamente atendidas antes de dar prosseguimento à divulgação.

As campanhas dos candidatos chegaram a um acordo nesta 5ª feira (22.out.2026) sobre as condições para a abertura dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O entendimento foi anunciado depois de um impasse sobre a inclusão de dados de uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, citado em investigação da Polícia Federal que envolve o senador.