A declaração foi feita depois do acordo entre a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a equipe do senador do PL para a liberação sem restrições de dados financeiros. De acordo com Edinho, a campanha de Lula exigiu a inclusão de uma empresa vinculada a Tomaz nas apurações e manteve a exigência até que a campanha de Flávio aceitasse a condição.

A empresa citada é a Alcazar Holdings, uma offshore sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. Documentos analisados pela Polícia Federal mostram possíveis transações financeiras entre a companhia ligada a Tomaz e o congressista do PL. Ambos negam manter negócios em conjunto.

Para o presidente do PT, o acordo firmado permitirá esclarecer a existência de elos financeiros entre o congressista e o advogado. “A partir dessa petição, o ministro André Mendonça, bom que diga, o ministro André Mendonça, tem todo o poder para requisitar todas as informações em relação a essa empresa e mais as relações do Willer Tomaz com o Flávio Bolsonaro” , declarou Edinho durante entrevista a jornalistas.

Edinho afirmou que a empresa de Willer está sob suspeita para a Justiça brasileira.

A apresentação do documento ao STF atribui ao relator a prerrogativa de solicitar os dados, mas não determina a quebra automática dos sigilos bancários e fiscais das partes envolvidas. Cabe ao ministro avaliar o pedido e decidir sobre as requisições.

Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz negam manter negócios em conjunto. A defesa do senador afirma que não há comprovação de participação econômica ou societária dele na Alcazar Holdings.

A campanha de Flávio também sustenta que está disposta a divulgar os dados do candidato, desde que a equipe de Lula cumpra integralmente as condições apresentadas.

As manifestações anteriores não esclarecem especificamente a afirmação de Edinho Silva de que a campanha do PL teria tentado excluir a empresa do acordo nesta 5ª feira.