# Justiça nega pedido de foragido para anular condenação por assassinato de empresário em RR

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/10/22/justica-nega-pedido-de-foragido-para-anular-condenacao-por-assassinato-de-empresario-em-rr.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-22T20:41:57.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1307107-justica-nega-pedido-de-foragido-para-anular-condenacao-por-assassinato-de

> Cirilo Barros Ferreira.

O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) negou um pedido da defesa do foragido Cirilo Barros Ferreira, de 78 anos, para anular o júri que o condenou a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato do empresário Francisco Mesquita, conhecido como Chico da Meta, em maio de 2011, em Boa Vista. O g1 teve acesso à decisão nesta quinta-feira (22).

A decisão é de segunda instância e foi tomada em setembro de 2026, por unanimidade, pelas Câmaras Reunidas do TJRR, formadas por seis desembargadores e um juiz. Com isso, a condenação foi mantida. Cirilo está na lista de procurados da Interpol.

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A defesa apresentou um novo pedido de revisão criminal em 2 de março de 2026. No documento, pediu a absolvição de Cirilo pelo crime de homicídio qualificado, sob o argumento de que não haviam provas suficientes de autoria. A defesa também citou o princípio "in dubio pro reo", que determina que um acusado deve ser absolvido quando houver dúvida sobre a culpa.

Caso o pedido de absolvição fosse negado, a defesa também solicitou a anulação do processo, mas o tribunal rejeitou o pedido.

Ao analisar o pedido da defesa, a Justiça de Roraima entendeu que a revisão criminal é um recurso excepcional e não pode ser usado apenas para reabrir a discussão sobre os fatos e as provas do processo, sem a apresentação de novas provas ou a demonstração de um erro judicial.

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Foragido da Justiça na lista da Interpol

Cirilo está foragido desde abril de 2012. Em maio de 2017, o nome, a foto e informações como data e local de nascimento dele foram incluídos na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

A difusão vermelha da Interpol é uma ferramenta de cooperação policial internacional que ajuda a localizar pessoas procuradas pela Justiça para possível extradição. Ao entrar na lista, todas as fronteiras terrestres, portos, aeroportos, hotéis e locais públicos que exigem documento terão acesso aos dados que mostrarão que uma pessoa é foragida da Justiça brasileira.

Cirilo também é o foragido mais velho da lista de criminosos procurados pela Justiça Brasileira, chamada Projeto Captura, divulgada em 2025.

O crime e a condenação

Francisco Mesquita, conhecido como Chico da Meta, era dono da empresa Meta Táxi Aéreo. Ele foi assassinado a tiros ao sair de uma pizzaria no bairro Aparecida, zona Norte de Boa Vista.

O Ministério Público de Roraima (MPRR) apontou Cirilo como autor dos disparos. À época, as investigações da Polícia Civil indicaram que ele matou Chico da Meta a mando do empresário Vivaldo Nogueira Barros, conhecido como Vivi, proprietário da empresa de táxi aéreo Paramazônia, concorrente da empresa da vítima. Os dois foram presos em flagrante.

Vivaldo e Chico da Meta tinham um desentendimento relacionado à anulação de um processo licitatório feito pela Fundação Nacional de Serviço de Saúde (Funasa) sobre aluguel de aviões de pequeno porte, segundo o MP.

Cirilo Ferreira foi condenado a 21 anos e 7 meses de prisão pelo Tribunal do Júri da Comarca de Boa Vista, em agosto de 2012, por homicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo.

A condenação por homicídio qualificado considerou o motivo torpe, relacionado à vingança e pela impossibilidade de defesa da vítima. Ele também foi condenado por posse ilegal de duas armas de fogo, uma de uso permitido e outra de uso restrito.

Após o crime em 2011, Cirilo chegou a ser preso e levado à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), mas fugiu da unidade na madrugada do dia 4 de abril de 2012 com ajuda de um policial militar, que teria recebido R$ 8 mil pela facilitação. Desde então, Cirilo está foragido.

Vivi morreu no dia 24 de setembro de 2011, em uma queda de avião no município do Cantá, um dia após fugir da prisão. Quando morreu, ele aguardava o julgamento pela suspeita de ser o mandante do assassinato e respondia a processos na Polícia Federal, que também investigava o caso.

Em 2021, a Divisão de Inteligência e Captura (Dicap) informou que havia suspeitas de que Cirilo estivesse em Brasília ou no interior da Bahia, mas ele não foi encontrado desde então.

Um mandado de prisão expedido em 2018 pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Roraima e assinado pela juíza Lana Leitão Martins permanece válido até outubro de 2033, quando o crime prescreve.

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Reportagem completa: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/10/22/justica-nega-pedido-de-foragido-para-anular-condenacao-por-assassinato-de-empresario-em-rr.ghtml

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