# Dono do restaurante Paladino, em BH, é alvo de mais duas denúncias de assédio contra ex-funcionárias

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/10/22/dono-do-restaurante-paladino-em-bh-e-alvo-de-mais-duas-denuncias-de-assedio-contra-ex-funcionarias.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-22T20:28:26.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1307115-dono-do-restaurante-paladino-em-bh-e-alvo-de-mais-duas-denuncias-de-assedio

> Funcionária denuncia importunação sexual

Duas ex-funcionárias do restaurante Paladino, no bairro Braúnas, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, apresentaram, nesta quinta-feira (22), novas denúncias de importunação sexual contra um dos responsáveis pelo estabelecimento.

As duas mulheres relataram episódios envolvendo o suspeito, Marcelo Haddad Guerra, de 47 anos, que ocorreram durante os anos que trabalharam no restaurante, entre 2023 e 2025.

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Marcelo foi preso em flagrante na terça-feira (20), mas recebeu liberdade provisória após passar por audiência de custódia.

A prisão ocorreu após a denúncia de uma funcionária de 20 anos, que trabalha como recreadora no restaurante. Segundo o registro policial, ela relatou ter sido tocada sem consentimento pelo suspeito.

A jovem contou que chegou ao estabelecimento por volta das 10h20 e conversou com Marcelo sobre as atividades que realizaria ao longo do dia. Em seguida, foi até a sala onde ficam guardados os materiais de recreação e foi acompanhada por ele.

De acordo com o depoimento, o homem perguntou sobre um piercing que ela tem no mamilo, aproximou-se, tocou seus seios e deu um tapa em suas nádegas. A funcionária pediu que ele parasse, mas, segundo o relato, Marcelo minimizou a situação.

Fachada do restaurante Paladino, no bairro Braúnas, região da Pampulha, em BH

O que diz a defesa do acusado

Ao g1, a defesa de Marcelo afirmou, que ele nega ter cometido o crime e que confia que a investigação demonstrará sua inocência.

Por ser considerado réu primário e não possuir antecedentes criminais, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu ao acusado liberdade provisória enquanto o auto de prisão em flagrante tramita segredo de justiça.

A decisão prevê que o empresário deverá cumprir medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e a obrigação de não se aproximar da vítima até uma distância mínima de 300 metros. Além disso, ele deverá cumprir o recolhimento domiciliar noturno durante os dias úteis, entre 20h e 6h da manhã e, em período integral, aos sábados, domingos e feriados, pelo prazo de 90 dias.

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