Lula terminou o 1º turno atrás de Flávio, que recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do presidente. A revista diz que nenhum candidato à Presidência que ficou em 2º lugar na 1ª votação conseguiu vencer o 2º turno desde a promulgação da Constituição de 1988.

A revista diz que Lula intensificou as iniciativas para conquistar eleitores. Entre as medidas citadas, estão o apoio à redução da maioridade penal para crimes graves, a articulação para aprovar o fim da escala de trabalho 6 X 1, a proposta de perdão de dívidas de pequenos negócios e a oferta de transporte público gratuito nos fins de semana. A publicação também menciona o reajuste do Bolsa Família e a proibição das apostas esportivas e cassinos on-line.

A revista afirma que pesquisas de intenção de voto indicam que as medidas podem estar produzindo efeitos, mas faz uma ressalva sobre a capacidade dos levantamentos de captar o comportamento do eleitorado de direita. Antes do 1º turno, pesquisas indicavam vantagem de Lula, mas Flávio terminou à frente nas urnas.

O senador também respondeu às propostas do presidente. Segundo a publicação, Flávio passou a apoiar a redução da jornada de trabalho, embora tenha criticado a iniciativa anteriormente.

A consultoria francesa Le Millénaire estimou em 82% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, segundo a Economist . A publicação também comparou os investimentos das campanhas em publicidade digital. Antes do 1º turno, a equipe do senador gastou ao menos US$ 2 milhões para impulsionar conteúdos na internet, enquanto a campanha de Lula desembolsou pouco menos de US$ 500 mil.

Com a votação final se aproximando, a revista afirma que a campanha petista depende de uma reação nos últimos dias. Lula tenta atrair eleitores que não compareceram às urnas no 1º turno e recuperar apoio suficiente para superar a vantagem conquistada pelo adversário.