O foco foi confirmado no domingo (18.out.2026) em uma propriedade de Nova Itaberaba que abriga cerca de 6.000 perus de corte. O diagnóstico foi realizado depois de análises laboratoriais de amostras coletadas de 21 de setembro a 14 de outubro. Segundo o ministério, as aves permaneceram na propriedade e não foram destinadas ao consumo humano.
Na prática, a emergência permite a execução de medidas excepcionais de controle sanitário na região afetada. A propriedade foi interditada, com a suspensão da movimentação de aves. A partir daí passou a ser adotado o protocolo sanitário que envolve o sacrifício dos animais e a desinfecção da propriedade.
O governo também estabeleceu o monitoramento de aproximadamente 133 propriedades nos municípios atingidos, com inspeções veterinárias e coleta de amostras para identificar possíveis novos casos.
DOENÇA DE NEWCASTLE
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. Nas aves, pode provocar sintomas respiratórios e neurológicos, e tem elevada mortalidade. Já em humanos, causa geralmente conjuntivite e raramente evolui para casos mais sérios.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com aves infectadas ou materiais contaminados. Segundo o ministério, o consumo de carne de aves e ovos submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro.
RESTRIÇÕES DE MERCADO
A confirmação do foco também provocou restrições comerciais. Segundo balanço divulgado pelo ministério na 4ª feira (21.out.2026), Malásia e México suspenderam importações de determinados produtos avícolas de todo o Brasil.
Já China, Chile e Arábia Saudita restringiram as compras de produtos provenientes de Santa Catarina. O alcance dos embargos varia conforme o país e o tipo de produto.

