“A elevada umidade do solo e a ocorrência de chuvas frequentes ⁠restringiram as janelas de ​plantabilidade, e as baixas temperaturas e a limitada radiação ​solar retardaram o desenvolvimento das primeiras lavouras implantadas”, afirmou o ⁠órgão de assistência técnica vinculado ⁠ao governo gaúcho.

A média histórica indica plantio em 5% ​das ‌áreas nesta época. Mas o ritmo está igual ao mesmo ⁠período do ano passado.

Produtores do Paraná iniciam plantio da safra de soja 2026/2027 no Brasil

Área plantada com soja na Argentina deve crescer 1,2% em 26/27, diz bolsa

Plantio de soja do Paraná tem ritmo mais forte em 8 anos, aponta Deral

O Rio Grande do Sul tem potencial de ser o quarto maior Estado produtor de soja do Brasil na ‌temporada 2026/27, ⁠segundo a ‌primeira estimativa da estatal Conab, divulgada na semana passada. O Estado ficaria atrás de Mato Grosso , Paraná e Goiás.

No Paraná, chuvas ⁠excessivas associadas ao El Niño também ⁠reduziram os ritmo dos trabalhos de plantio .

“Em áreas semeadas antecipadamente, houve prejuízo à ‌emergência após as chuvas volumosas, embora os estandes ainda estejam, em geral, satisfatórios”, acrescentou a Emater, que chamou também a atenção para o aparecimento do fungo da ferrugem asiática.

A safra gaúcha ‌está estimada pela Conab em 20,2 milhões de toneladas, avanço anual de 8,3%.

Com relação ao milho, a Emater afirmou que ⁠o plantio avançou em ritmo desigual, atingindo 78% da área do Estado, e que as temperaturas amenas também retardaram o crescimento ​em algumas regiões.

O Rio Grande do Sul é normalmente o principal ​Estado produtor do cereal na primeira safra e deve colher 6,6 milhões de toneladas, alta de 10,2% ante o ciclo passado, segundo a Conab.